Competitividade: MTur premia municípios da região Sul

[Por MTur, 10/12/2013]
As cidades de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Florianópolis, em Santa Catarina, são os municípios da região Sul que tiveram a maior evolução no Índice de Competitividade do Turismo, indicador criado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Sebrae, para medir o estágio de desenvolvimento dos destinos turísticos do país. As duas cidades fazem parte de um grupo seleto de 18 municípios premiados pelo Ministério do Turismo (MTur).
Porto Alegre foi a capital que mais evoluiu em aspectos culturais (9,7 pontos, se comparado aos dados de 2011), alcançando 76,3 pontos, em uma escala de 0 a 100. A capital do Rio Grande do Sul se destacou pela existência de patrimônios artísticos e históricos que atraem fluxos turísticos.
Este ano, a cidade recebeu R$ 60 milhões do MTur para a construção de seu centro de convenções, por meio do PAC do Turismo. “Porto Alegre está entre as cidades que se consolidam como polo de turismo de negócios, um dos mais importantes segmentos para a economia turística do país”, disse o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Fábio Mota.
Florianópolis teve a maior evolução entre as capitais na variável acesso (8,9 pontos), alcançando 82,9 pontos. A capital de Santa Catarina desponta nos acessos aéreo, rodoviário, aquaviário, ferroviário, sistema de transporte e proximidade de grandes centros emissivos de turistas.
A cidade, um dos destinos mais visitados para o lazer, também foi contemplada pelo PAC do Turismo com R$ 1,5 milhão para investimentos em sinalização turística. Para o ministro do Turismo Gastão Vieira, a sinalização turística bem trabalhada garante conforto, segurança e permite a mobilidade adequada do visitante. “A sinalização destaca e reforça a identidade do local, ampliando os ganhos do destino com a visitação”, diz o ministro.
Para medir a competitividade dos destinos, o estudo divide os municípios entre capitais e não capitais. São avaliadas 13 variáveis em 65 municípios, incluindo todas as capitas brasileiras. O Índice de Competitividade foi lançado em 2008 e está em sua quinta edição.
As variáveis pesquisados são: Infraestrutura Geral, Acesso, Serviços e Equipamentos Turísticos, Atrativos Turísticos, Marketing, Políticas Públicas, Cooperação Regional, Monitoramento, Economia Local, Capacidade Empresarial, Aspectos Sociais, Aspectos Ambientais e Aspectos Culturais.
Competitividade – dados gerais 
O turismo brasileiro está mais competitivo. O país obteve este ano a maior nota desde que foi criado o Índice de Competitividade do Turismo Nacional, ferramenta desenvolvida pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Fundação Getúlio Vargas para mensurar o nível de desenvolvimento do turismo nacional. Houve aumento nos três grupos analisados: média nacional (de 52,1 para 58,8), média das capitais (de 59,5 para 66,9) e média das não capitais (de 46,9 para 53,1). São considerados dados de 2008 e 2013 respectivamente.
O índice mede a competitividade nos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico do país, com o objetivo de elevar o turismo à condição de atividade econômica essencial ao desenvolvimento do país. A metodologia foi elaborada levando em consideração conceitos do Índice de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, que avalia diversas dimensões do setor em escala global.
A capital que mais evoluiu foi Vitória (de 66,7 para 73,9), considerando os dois últimos dados da pesquisa, 2011 e 2013. A capital capixaba se destacou especialmente no segmento monitoramento (32,7 pontos), pela produção de pesquisas e monitoramento periódico dos impactos econômicos e ambientais gerados; e no segmento aspectos sociais (16,5 pontos), pelos investimentos em educação e adoção de políticas de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Entre as não capitais, Corumbá (MS) foi a cidade que mais se desenvolveu nos últimos dois anos (48,6 para 57,7). Corumbá é hoje um polo de desenvolvimento da região Centro-Oeste principalmente pelo progresso em políticas públicas (18,8 pontos de evolução), o que se deve à existência de um órgão com a atribuição exclusiva de coordenar ou incentivar o desenvolvimento do turismo: a Fundação de Turismo do Pantanal; pelo monitoramento (34,8 pontos de evolução) dos impactos econômicos gerados pelo turismo e por aspectos culturais (14,7 pontos de evolução).
As cidades que apresentaram os melhores índices foram São Paulo (80,3), Porto Alegre (79,8) e Rio de Janeiro (78,7), em uma escala que varia de 0 a 100. “O índice nos permite avaliar o estágio real de desenvolvimento do turismo em cada município ou destino, entender onde as políticas de incentivo funcionaram e onde elas precisam ser repensadas. Serve para orientar a gestão pública tanto em nível local como federal”, diz o ministro do Turismo, Gastão Vieira. Segundo ele, o governo federal dá diretrizes para que cada município desenhe a própria estratégia e procure a melhor maneira de desenvolver, promover e comercializar seus produtos turísticos.
O Índice de competitividade oferece dados fundamentais a gestores públicos, estudiosos, empresários e demais envolvidos na indústria do turismo. Hoje, o Brasil sabe mais sobre o turismo brasileiro do que sabia há seis anos, quando lançou a primeira edição do índice de competitividade.

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