Rio+20 eleva tarifas hoteleiras da capital fluminense

[Por Hôtelier News, 07/03/2012]
A mais de três meses para que tenha início a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, os hotéis do município do Rio de Janeiro já apresentam altos índices de ocupação – que deve ficar na casa dos 100% – e, sublinhe-se, de diária média para os dias do evento. De acordo com o blog Radar on-line da revista Veja, há hotéis econômicos cobrando cerca de R$ 600 por diária entre os dias 20 e 22 de junho.
A ABIH-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Rio de Janeiro) afirma que o alto índice se deve ao fato de boa parte das diárias terem sido bloqueadas pelo próprio Itamaraty – para abrigar as delegações de outros países.
“Quem tem uma diária disponível para esses dias vai vender a preço de mercado. É uma prática comum, que acontece em qualquer lugar do mundo”, defende Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ.
Questionado se os índices elevados não podem criar uma imagem negativa para o turista estrangeiro, principalmente quando praticados durante um evento de grande visibilidade internacional como a Rio+20, Lopes assegura não ser esta sua leitura, argumentando que a hotelaria adotou tal postura por conta dos órgãos oficiais do evento – que bloquearam cerca de 90% dos quartos.
“Se há quem pague, os hotéis vão vender a preços altos. Numa época de alta, por exemplo, você vai pagar caro para fazer uso de um hotel em Paris ou em outra grande cidade turística do mundo”, articula.
Uma pesquisa do SindRio (Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro) mostrou que os bairros de Copacabana e Barra da Tijuca, onde ocorre a conferência, já estão com 100% de reservas. Em Ipanema e no Leblon o índice chega a 98%; em São Conrado, 95%; no Flamengo e em Botafogo, 90%. O centro da cidade tem a ocupação mais baixa, com 80%.
Prática corriqueira
Por receber muitos eventos, inclusive internacionais, o mercado hoteleiro do Rio tem se portado desta forma, com tarifas comumente elevadas. Isto tem base, por exemplo, num levantamento do Rio Convention & Visitors Bureau, no qual a cidade é apontada como responsável por 16% dos eventos internacionais ocorridos no País em 2011 – deixando claro o tamanho da demanda que o município recebe.
Em estudo recente, o portal Hotel Info revelou que o Rio de Janeiro está entre as cidades mais caras do mundo quanto à hotelaria, com a 6ª diária média mais alta. O estudo mostra ainda cidades como Nova York (EUA) e Moscou (Rússia) no topo da pesquisa e aponta que as diárias do Rio de Janeiro tiveram aumento de 4,63% na comparação entre a tarifa medida entre novembro de 2010 com o mesmo período em 2011.

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