Turismo de SP pode amargar prejuízo de R$ 390 milhões por falta de combustível

A crise de distribuição de combustíveis provocou o cancelamento de reservas de hospedagens nos destinos de lazer, eventos e negócios em todo Estado de SP. Os destinos de inverno, que já estariam com alta ocupação, tiveram mais de 50% de cancelamentos das diárias motivado. O prejuízo financeiro ultrapassa o valor de R$ 1,8 milhão somente em diárias, impactando também em mais de 52 segmentos da economia em cerca de R$ 10,8 milhões.
“No período de 28 a 30 de maio os impactos negativos afetarão principalmente os destinos de turismo de negócios e eventos, entre eles, a capital e o interior de negócios, com cancelamento de hospedagens, especialmente de hóspedes que viriam em carro próprio, gerando cerca de 50% de cancelamento nas reservas. O prejuízo atingiu a marca de mais de R$ 6 milhões e nos 52 segmentos do turismo cerca de R$ 60 milhões”, disse Bruno Omori, presidente da ABIH-SP.
Segundo o presidente da ABIH-SP, a projeção para o setor hoteleiro no feriado prolongado, caso não seja normalizada a distribuição de combustíveis, é a seguinte: na capital, Eventos Religiosos (marchas e feiras) e a Parada GLBT, devem sofrer com as reservas de praticamente todos os turistas que viriam com seu veículo próprio sendo canceladas. A estimativa de queda é de até 40% neste caso, que impactariam em prejuízos superiores a R$ 1,8 milhões em diárias e, para os 52 segmentos ligados ao turismo, a conta negativa estimada é superior a R$ 80 milhões.
No Litoral e destinos de lazer do interior, o feriado prolongado seria a salvação do faturamento do final de Maio e começo de Junho, pois neste período o turismo de lazer atingiria uma ocupação próxima a 80% e no Litoral de 65%. O impacto deve ser geral, visto que 90% dos deslocamentos deste público são efetuados com carros próprios. Portanto os  cancelamentos de diárias poderão ser de 70%, caso o turista não tenha condições de chegar ao destino. O resultado é mais de R$ 25 milhões de prejuízos diretos em hospedagens e mais de R$ 250 milhões nos 52 segmentos relacionados.
“Quem paga esta conta? Novamente os empresários,consequentemente os colaboradores e a população, pois a conta no final do mês não fechará e demissões terão que infelizmente ocorrer, além de um possível retrocesso novamente, em um ano que estávamos com a retomada da economia em SP e no Brasil”, conclui Bruno Omori.
 
Fonte: Mercado & Eventos