O impacto econômico e social das Feiras de Negócios em 2015

[Por Diário do Turismo, Armando Arruda Pereira de Campos Mello*, 28/02/2015]
O poder de concretizar novos negócios, realizar pesquisa sobre novos produtos e principalmente encontrar compradores, produtores, fornecedores e distribuidores com as principais novidades do setor da economia acontecem nas Feiras de Negócios das associadas da Ubrafe – União Brasileira dos Promotores de Feiras. E este mercado, que movimenta riquezas da ordem de R$16 bilhões por ano somente na cidade de São Paulo, está expandido seus horizontes para as demais regiões do Brasil.
O mais recente estudo “Feiras de Negócios no Brasil**, elaborado pela UBRAFE – União Brasileira dos Promotores de Feiras, apontou que, durante o ano de 2014, os promotores de feiras de negócios já sinalizavam há muitos anos: o Brasil realiza 2.222 Feiras de Negócios por ano, em todo o território nacional. E mostra que 48% de Feiras de Negócios estão concentradas na região Sudeste do Brasil, com 1.074 Feiras de Negócios. A segunda colocada é a região Sul com 30,6%, na terceira posição está a região Nordeste com 10,4%.
Comprovações à parte, as feiras de negócios são o termômetro da economia brasileira, que significa que quando um dos setores econômicos vai bem as feiras refletem os ventos da conjuntura econômica. E quando há retração, as feiras de negócios conseguem agregar brisas aos seus participantes, conseguindo exercer a função de mola propulsora de geração de negócios.
Por mais que a internet e outras formas de comunicação facilitem o contato com os parceiros comerciais, não há nada que substitua o contato cara a cara – olho no olho – entre produtor e canal de distribuição. E é isso que a feira de negócios proporciona. Além do mais, os empresários que participam das feiras têm ainda a chance de conquistar dezenas de novos clientes de todo o país e do exterior.
Nos mais diversos pavilhões do mundo acontecem Feiras de Negócios. A Ubrafe – União Brasileira dos Promotores de Feiras prima por feiras de negócios com qualidade, em acesso privilegiado e a visitação qualificada.
O Estudo “Brasil: o país das feiras” mostra que cerca de 610 Feiras de Negócios aconteceram no Estado de São Paulo durante o ano de 2014. Muitas razões fizeram com que o Estado concentre o maior número de feiras de negócios e congressos, principalmente o fato de que São Paulo tem bons equipamentos para a realização de Feiras de Negócios. Atrelado ao fato das principais indústrias e se concentrarem na região da Grande São Paulo e interior do Estado, além da boa rede hoteleira, opções gastronômicas e de lazer. São motivos para que São Paulo exerça a função de retentora e centralizadora de negócios no Brasil.
No recorte de âmbito nacional e qualificado, as Feiras de Negócios da Ubrafe contemplam 160 feiras de negócios que serão realizadas em 2015. Sendo que temos 49 mil empresas expositoras direcionadas em 3.200.000 m² de pavilhões brasileiros, abrangendo mais de 50 macro segmentos econômicos.
O setor de Feiras de Negócios é uma mídia presencial que faz e acontece, disso ninguém tem dúvidas. Há mais de 2.100 anos, as feiras são uma ferramenta de intercâmbio de mercadorias, serviços, conhecimento e cultura entre as mais variadas nações e povos. Realizando a convergência de conhecimento, o compartilhamento de soluções e a vivacidade da economia. Já dizia o velho ditado: estar na hora certa, no lugar certo e ter paciência em comunicar o que cada empresa ou conglomerado tem de melhor.
(*) Armando Arruda Pereira de Campos Mello é presidente executivo da Ubrafe e Acadêmico da Academia Brasileira de Eventos e Turismo. Bacharel em Relações Públicas FAAP – SP e formado em Economia Turística pela Secretaria de Turismo e Fomento, é também diretor superintendente do SINDIPROM – Sindicato de Empresa de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Estado de São Paulo, Conselheiro do Conselho Estadual de Turismo do Estado de São Paulo, do Conselho Nacional de Turismo – Ministério do Turismo, da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio/SP e da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo, além de Membro do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comercio de Bens, Serviços e Turismo.