FBHA discute a regularização do trabalho temporário

[Por FBHA, 26/04/2013]
O trabalho intermitente, uma realidade dos setores de hospedagem e alimentação, especialmente durante grandes eventos, e a regularização dos trabalhadores informais estiveram em pauta na reunião realizada entre o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), da Alexandre Sampaio de Abreu, que também presidente do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC BRASIL) e articuladora político-institucional do ForEventos (Fórum das Entidades do Setor de Eventos), Anita Pires, e o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.
O ministro se mostrou aberto às propostas apresentadas e afirmou que regularizar a situação dos trabalhadores temporários é “a prioridade das prioridades” para o Ministério. Ao final da reunião, o ministro anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar a proposta das duas entidades. Disse ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego já vinha estudando a questão do trabalho eventual, também chamado temporário ou interminente, mais relacionado com o setor de vigilância, cujos parâmetros, porém, podem ser estendidos às especificidades aos setores de alimentação, hospedagem e eventos, no que couber.
Alexandre Sampaio ressaltou que na área de hospedagem, que é por si só uma atividade sazonal, tem ainda a peculiaridades dos eventos realizados em seus espaços, que exigem contratação de mão de obra especifica. “As vezes um evento exige a contratação de 100, 200 garçons ou seguranças, e ninguém tem condições de manter esta quantidade de funcionários no seu quadro, que não tem esta demanda no seu dia a dia”, lembrou. Anita Pires, “Esta questão é uma das que mais preocupa o nosso setor, pois há um número imenso de trabalhadores informais ou autônomos, o que gera preocupação para trabalhadores e empresas, falta segurança jurídica para ambos”, analisa.