MTur debate investimentos e ações em reunião da ABIH

[Por Brasilturis, 20/02/2013]
Durante este primeiro dia do 19° Workshop & Trade Show CVC, uma série de reuniões estão sendo realizadas. Entre elas, uma sobre a hotelaria nacional, conduzida pela ABIH Nacional, representada por seu dirigente Enrico Fermi e ABIH-SP, como anfitriã e representada pelo presidente Bruno Omori. Neste edição, no entanto, está sendo feito um diálogo conjunto com o Ministério do Turismo que participa com as presenças dos secretários executivo, Valdir Moysés Simão; de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz, e de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Fabio Rios Mota.
Para Omori a intenção é mostrar como aproveitar e transformar o turismo junto ao Ministério do Turismo. “Essa reunião integrada ocorre em São Paulo pela importância do destino. Temos muitos pleitos a serem desenvolvidos mas estamos trabalhando junto ao MTur”, explicou Fermi na introdução da reunião. Primeiro representante do Ministério a explanar, o secretário executivo, Valdir Moysés Simão ressaltou a reta final do País frente aos megaeventos. “É preocupante, mas o Governo está mobilizado para que façamos o melhor dos eventos, a começar já pela Copa das Confederações este ano. Claro, não é fácil, há preocupação, mas tenho certeza que faremos grandes eventos. Sâo muitos segmentos envolvidos, e o Turismo irá garantir acomodação, centro de atendimento ao turista, sinalização turística e acessibilidade. Além da promoção. É um conjunto de medidas que são monitoradas, tanto que estamos hoje aqui precedendo uma reunião que realizaremos nas seis cidades sedes da Copa das Confederações”, pontuou.
O secretário também destacou em sua fala que o MTur é parceiro do setor produtivo do turismo. “Quem irá desenvolver o turismo são vocês. Hotelaria é central. Um setor estratégico e de extrema relevância para nós. Temos um planejamento de médio-longo prazo para potencializar o Turismo e passa por este importante setor. O programa de classificação hoteleira esta ai para elevar a qualidade dos serviços. O MTur tem escutado todas as demandas do segmento”, relatou.
Valdir Moysés Simão também fez questão de abordar a questão das tarifas hoteleiras, ressaltando que o Ministério está monitorando os preços dos serviços prestados no setor. O que inclui a hotelaria. “Não queremos regular, apenas monitorar o que é normal. Oscilações de preços são normais. Não pode ter essa percepção equivocada que a hotelaria brasileira está com valores elavados. O sucesso do Brasil depende do sucesso de cada um dos setores do Turismo. A visibilidade trará frutos no futuro. Deixará um legado. Quero propor um pacto de mútua confiança e transparência. Queremos melhorar a competividade. Temos confiança no setor para colocar o Brasil entre as principais potências. Um setor que movimenta US$ 70 milhões por ano”, finalizou sua explanação.
De acordo com Vinicius Lummertz a presença do MTur na reunião é para um alinhamento. “Estamos aqui não apenas para falar, mas também para escutar. E assim será nestes eventos nas cidades sedes. Temos de aproveitar o momento para explicar o Turismo como uma alavanca da economia brasileira. Não é uma atividade periférica e sim central. Falta compreensão da atividade. Mas em nenhum momento tivemos tanta oportunidade para abordar e trabalhar o Turismo como agora por isso temos de aproveitar”, comentou.
O secretário Nacional de Políticas de Turismo destacou que um Prêmio Nacional do Turismo está sendo formatado. “Será um verdadeiro Oscar do Turismo, pois se nós não valorizarmos nosso segmento, ninguém o fará por nós. Queremos também diminuir a burocracia na hora de se investir nos setores turísticos. Precisamos melhorar o ambiente jurídico. Vamos também mesurar oportunidades de negócios e melhorar as condições de investimentos”, informou.
Lummertz ressaltou também o SBClass, pedindo a ajuda dos hoteleiros. “Além disso, de elevar o padrão da qualidade dos serviços, também vamos ampliar o Cadastur, desenvolver melhor o registro eletrônico e a acessibilidade”, complementou.
Fabio Rios Mota informou os números dos programas de desenvolvimento turístico do País. Em particular os R$ 3 bilhões em obras e os 600 mil convênios diretos. “Abre-se aqui um diálogo importantíssimo”, afirmou.