"Hotéis são construídos para operarem com a capacidade máxima"

[Por Revista Eventos, 04/06/2012]
A situação envolvendo a taxa de ocupação hoteleira na cidade do Rio de Janeiro em decorrência da Rio+20, que culminou na devolução de 17 mil diárias há pouco mais de um mês da realização da Conferência, já resulta em perda para o setor. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio (ABIH-RJ) calcula que o valor do prejuízo deva chegar a R$ 4 milhões.
Para Julio Serson, vice-presidente de Relações Institucionais do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e presidente do Grupo Serson, este é o reflexo da interpretação equivocada que se tem no Brasil sobre lotação de hotéis. “Os hotéis foram construídos para operarem com ocupação máxima, o que só é possível atualmente graças aos eventos, e isso acontece no mundo todo. Em qualquer lugar onde há eventos de grande porte, a procura por quartos aumenta, o que é normal e necessário para que novos investimentos se concretizem. Só assim podemos aumentar a capacidade hoteleira”, explica.
Ainda de acordo com ele, a exemplo do que acontece no Rio de Janeiro para o período da Conferência, também a Assembleia Geral das Nações Unidas costuma esgotar os leitos disponíveis em Nova Iorque em setembro. “Quem vai à Nova Iorque neste período sem saber deste detalhe sofre para achar hospedagem, mas se houver um planejamento antecipado isso não acontece nem lá nem no Rio de Janeiro”, conclui.
Julio Serson – Presidente do Grupo Serson, ocupa o cargo de vice-presidente de Relações Institucionais do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), tendo já ocupado o cargo de presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP). É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com especialização em Hotelaria pela Universidade de Cornell, nos EUA. www.gruposerson.com.br. Twitter: @Julio_Serson

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