A Copa já pensa na sustentabilidade

[Por FIFA.com, 29/09/2011]
A intenção da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 de ser um evento modelo na área da sustentabilidade já está rendendo passos concretos. Ao longo dos dias 28 e 29 de setembro, a cidade de Manaus recebeu autoridades e especialistas brasileiros e internacionais para o “Seminário Internacional Copa 2014: Sustentabilidade e Legado”, um encontro promovido pelo Ministério do Esporte, o Ministério do Meio Ambiente, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Governo do Estado do Amazonas e a cidade de Manaus.
O espaço para troca de experiências e para a busca de soluções nas 12 cidades-sede ratifica a louvável iniciativa do Brasil de trabalhar para realizar uma Copa sustentável e, com isso, trilhar também o caminho para os próximos Mundiais. “A Copa do Mundo de 2014 será a primeira a se focar na transferência de conhecimento para Copas do Mundo futuras”, explicou o chefe de Responsabilidade Social Corporativa da FIFA, Federico Addiechi, durante o seminário na capital amazonense.
“E o Brasil já tem alguns bons exemplos de sustentabilidade para compartilhar com a Rússia e o Catar. Iniciativas como a dos certificados ambientais para os estádios serão boas lições para serem levadas adiante”, completou Addiechi durante a apresentação “A Copa como oportunidade para a mobilização social e a mudança de valores”.
Além de dar espaço para apresentações valiosas de participantes como o coordenador das Câmaras Temáticas da Copa, Joel Benin – que representou o Ministro do Esporte Orlando Silva – e a representante do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) no Brasil, Denise Hamu, o primeiro dia de seminário ofereceu aos brasileiros a oportunidade de aprender com aquilo que já foi feito em outros grandes eventos.
Para isso, foram convidados representantes como David Noemi, membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011; Brett Herron, conselheiro da Cidade do Cabo e o embaixador sul-coreano Bok-Hyung Lee, membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo da FIFA Coreia do Sul/Japão 2002. Eles falaram sobre suas experiências e, sobretudo, o legado que ajudaram a deixar, para muito além dos dias do evento: exatamente aquilo que busca o Brasil 2014.
O segundo dia de seminário tratou de detalhar os instrumentos e soluções possíveis para levar a cabo o projeto de realizar uma Copa sustentável. O painel “Soluções Inovadoras para as Cidades-Sede” abordou questões específicas, da mobilidade urbana sustentável à reciclagem, enquanto a discussão que encerrou o programa trouxe à tona o grande ideal do encontro: “A Copa como Oportunidade para o Desenvolvimento Sustentável das Cidades-Sede”.
É assim, trocando ideias e pensando no futuro, que, além de organizar um grande Mundial em 2014, os brasileiros esperam herdar dessa experiência um legado valioso. “A Copa do Mundo tem um impacto enorme”, diz Federico Addiechi. “Nossa principal missão é aumentar seus impactos positivos e diminuir os negativos.”

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