Nordeste: arretado no Setor dos eventos

O Brasil é um país de grandes dimensões e durante muito tempo teve seu progresso alinhado à grandes centros urbanos. Isso continua, mas muitas outras capitais surgem como referência economicamente e também como destino para ações de eventos, seja pelos atrativos turísticos (praias exuberantes, parques ecológicos, rios e muita aventura), seja pela riqueza cultural (festas, folclore e crendices) e de uns tempos para cá também pela infra-estrutura de centros de eventos, parques hoteleiros e aumento de demanda de fluxo de vôos internacionais; com tudo isso o setor de eventos tem crescido muito; haja visto, os congressos e viagens de incentivo que o Nordeste tem recebido nos últimos 5 anos, isso tem contribuído e muito para que o Brasil apareça entre os TOP 10 no ranking da ICCA, aliás cidades como Salvador, Recife e Fortaleza tem apoiado o crescimento de nosso país nesta lista.
Outro aspecto é que o Nordeste tem entrado aos poucos no circuito das grandes turnês de shows, essa lentidão, talvez seja pela falta de espaços que abarquem estes mega-shows, mas com o advento da Copa e as arenas com o conceito de multiuso, isso não será mais problema. Aliás, a Copa é oportunidade para o setor de eventos como um todo, por exemplo, em conversa com a presidente da ABEOC_PE, Tatiana Marques, a entidade participa das oficinas Pró-Copa promovidas pela UNB e Ministério do Turismo. As perspectivas são de Pernambuco receber um imenso fluxo de turistas em 2014 e um forte investimento está sendo realizado na construção de uma nova Arena e da Cidade da Copa e muito provavelmente Recife também será sede da Copa das Confederações. De outro lado, além de já ter infra-estrutura é preciso divulgar isso, e esforços da EMBRATUR, ABEOC’s e CVB regionais tem sido feito e sempre pensando na questão de excluir qualquer tipo de ação relacionada ao Turismo sexual, aliás segundo Tatiana, a ABEOC-PE está no grupo de discussão da temática da exploração sexual, através da Oficina “Um gol pelos direitos de crianças e adolescentes” e afirma “…é ocuparmos o espaço que cabe a um agente produtivo do turismo como nós organizadores de eventos somos”. Importante afastarmos antigos esteriótipos e falta de preparo.
É fato que muitos eventos de grande porte tem mão-de-obra e serviços trazidos de fora dos Estados; além do que as empresas organizadoras e fornecedoras de eventos são na sua maioria situadas na região metropolitana, sendo necessário demonstrar que empresas locais já tem condições para apoiar grandes eventos, além do que as empresas das capitais tem que criar mecanismos de interiorizarem-se nesse mercado. Um outro fenômeno é que empresas de SP e RJ tem criado suas filiais regionais, trazendo expertise, mas também valorizando os profissionais locais que entendem a realidade e o cotidiano com suas características. Tenho recebido muitos alunos oriundos do NE em meus cursos de férias e também na Pós graduação, demonstrando a busca pela reciclagem de conhecimentos.
Um dos eventos referência do NE é o carnaval, mas cabe ressaltar os “Arraiás”, com uma organização cada vez mais profissional e maior exposição na mídia, as festas juninas da região Nordeste têm sido disputadas pelas marcas, destacando Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) devendo receber mais de 2 milhões de pessoas em 2011, prova disso são grandes patrocinadores como a Nova Schin que indica que depois do Carnaval de Salvador (ah também no nordeste), C.Grande é seu segundo maior investimento; idem para a Skol em Caruaru que diz gastar o mesmo que gasta em ações com a F1.
Bom saber que o setor trabalha para uma unicidade, mesmo considerando características regionais, mas ambas cooperando para o destino – Brasil de eventos.
Por Líbia Macedo.

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