Como fazer uso da internet das coisas' no Turismo? Confira

[Por  Panrotas, 21/12/2016]
Que a internet exerce um papel cada vez mais profundo na indústria de viagens por meio de reservas feitas via mobile, aplicativos e economia compartilhada, todo mundo já sabe.
O que muitos não sabem é que a modernização vai muito além, e envolve também a influência da chamada Internet das Coisas (IOT, em sigla conhecida do termo em inglês, “internet of things”), que nada mais é do que a incorporação de sensores e tecnologias em objetos do cotidiano, sejam eles carros, prédios e até aparelhos eletrodomésticos, os quais podem ser monitorados e transmitir informações sobre o seu funcionamento via internet.
Para se ter uma ideia, até o final desse ano haverá 6,4 bilhões de “coisas” conectadas, e esse número pode chegar a 20,8 bilhões em 2020. Porém, a indústria de viagens já lidera o total de investimentos feitos em IOT, com uma média de gasto de US$ 128 milhões por empresa, de acordo com recente estudo da empresa Tata Consultancy Services.
NO TURISMO
No setor de hospitalidade, por exemplo, essa tecnologia já está resultando na interação do consumidor com as operações dentro do hotel. Por exemplo, a rede Virgin Hotels implantou um sistema que permite ao hóspede acionar o termostato do quarto e o controle remoto da TV por meio de um aplicativo. Enquanto isso, a Marriott vem testando uma tecnologia de realidade virtual, por meio da qual os hóspedes podem provar as amenidades e serviços dos hotéis.
Aeroportos e companhias aéreas também têm investido na área de manuseio e rastreamento de bagagens. A Delta, por exemplo, lançou recentemente um sistema global de rastreamento que permite aos viajantes acompanhar a bagagem despachada. Lembrando que há também sensores inteligentes em motores a jato e peças de avião que podem sinalizar para o pessoal de manutenção quando itens precisam ser substituídos ou reparados.
Além disso, há inúmeras oportunidades para que as companhias aéreas otimizem seu consumo de combustível com sensores IOT, algo que aéreas como a Air Asia, da Malásia, já estão usando para diminuir os custos. “As aplicações de IOT poderiam melhorar o custo global do combustível (não apenas o consumo), levando em conta os preços da energia, quando e onde reabastecer, e de que forma é possível otimizar trajetos de voo e economizar combustível”, afirma o diretor da GE Aviation, Dave Bartlett
ALERTA
Mas antes de as empresas investirem nesse tipo de tecnologia, é preciso se atentar a três fatores:
Construir um raciocínio empresarial claro para a implantação da IoT – Como a implantação de toda nova tecnologia envolve um deslumbramento, é preciso que os executivos tenham o pé no chão e pensem em que tipo de retorno terão ao fazer esse investimento. É possível saber a resposta por meio do seguinte questionamento: essa tecnologia irá melhorar a experiência do meu cliente?
A Infraestrutura deve ser combinada com boa análise – A promessa da internet das coisas é que a tecnologia irá gerar enormes quantidades de dados para ajudar a simplificar as operações e servir melhor os viajantes, porém para que toda essa informação faça sentido é preciso um investimento paralelo em software e pessoas certas que irão interpretar as informações e ajudar a tirar conclusões sensatas.
Prover privacidade e transparência é essencial – Sensores IOT irão fornecer experiências incríveis aos viajantes, mas os clientes também precisam ter certeza de que suas informações pessoais estão sendo usadas com responsabilidade. Certifique-se de apresentar políticas claras sobre as informações que você está coletando e garantir a segurança e a privacidade delas na rede.