Pesquisa traça perfil do hóspede de lazer no Brasil

[Por Jornal de turismo,12/02/2014]
A consultoria Mapie e o blog de tendências Disque9 divulgaram os resultados finais da pesquisa inédita realizada no Brasil sobre a identificação das opiniões, hábitos, preferências e comportamentos dos hóspedes no Brasil de lazer e de negócios. A primeira etapa, dedicada aos viajantes de negócios, foi lançada no final de 2013 e, agora, a empresa apresenta os dados dos hóspedes de lazer. “Com essas informações, esperamos compartilhar conhecimento e fomentar discussões entre empresários e gestores do segmento hoteleiro que possam levar a um atendimento cada vez melhor das expectativas do cliente, desenvolvendo o setor em um momento crucial para o turismo do País”, comentam Tricia Neves e Carolina Haro, sócias-diretoras da Mapie.
[Veja a íntegra da pesquisa na seção Pesquisas do Setor de Eventos da ABEOC Brasil ]
A pesquisa contou com a opinião de 1.337 respondentes, sendo que a maioria deles tem idade entre 41 e 50 anos, e 54% são mulheres. Na etapa corporativa, a maioria tinha entre 30 e 40 anos, com destaque do público masculino: 70% eram homens. No quesito renda familiar, as duas fases apresentaram resultados similares, com R$8.000,00 e R$15.000,00 para 32% dos respondentes.
O que chamou a atenção das avaliadoras é que, mesmo em viagens de lazer, a disponibilidade de wifi aparece como item relevante para hóspedes. Questionados sobre a estrutura física do hotel, os respondentes disseram que os itens qualidade da cama, da ducha, qualidade e disponibilidade de wi-fi e silêncio no apartamento fazem a diferença na hora da escolha.  Os elementos básicos foram e sempre serão relevantes para o cliente. Nesta etapa de lazer, a existência de piscina ganhou evidência nas respostas, diferentemente da pesquisa com hóspedes corporativos. “Esses dados oferecem uma gama de respostas muito ricas que poderão contribuir para que empresários e hoteleiros repensem detalhes de seus empreendimentos. O turismo de sol e praia é um segmento forte no Brasil, mas o corporativo também é importante. As duas partes de nossa pesquisa querem mostrar como se preparar para ambos os perfis”, diz Carolina Haro.
Para o hóspede de lazer, na hora de escolher os empreendimentos, a experiência anterior positiva é o item que mais conta, seguido da segurança. O comportamento pessoal dos hóspedes quando em viagem também foi pesquisado: a maioria desfruta da oferta gastronômica local e visita atrativos turísticos das cidades.
A cordialidade da equipe é considerada um dos itens mais importantes nos serviços nas duas etapas da pesquisa. A atitude da equipe que representa a empresa é crucial e influencia diretamente na satisfação dos clientes. Em segundo lugar, os hóspedes de lazer apontam a qualidade do café da manhã, posição ocupada pela gratuidade da internet entre os respondentes da etapa de negócios.
Um dado que chamou a atenção foi quanto à mobilidade, pois os meios de transporte contribuem para o motivo da viagem. Os que saem a lazer ainda optam, na maior parte, pelo automóvel próprio, seguidos por avião e ônibus. Nas viagens a trabalho há uma inversão, com o avião em primeiro lugar e o automóvel próprio em segundo. Nas duas fases da pesquisa, tanto em viagens a negócios quanto a lazer, as etapas consideradas mais chatas do processo de hospedagem foram o check out, check in e reservas, nesta ordem. Já a sujeira deixa todos bastante irritados e quando precisam reclamar, o fazem na hora, solicitando providências.
O site do próprio hotel é o canal preferido pelos viajantes a lazer, o que alerta os hoteleiros sobre a importância em investir em ferramentas consistentes que ofereçam informações relevantes e respostas imediatas.
Para Carolina Sass de Haro e Tricia Neves, os resultados da pesquisa são altamente relevantes: “os resultados levantados fornecem subsídios claros para que empresários e gestores aprimorem produtos e serviços oferecidos em seus hotéis e para que investidores definam melhor seus futuros empreendimentos hoteleiros com base em dados do mercado e não em percepções pessoais”, sintetizam as empresárias. A segunda etapa contou com o apoio da Resorts Brasil.
 

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