Presidente Dilma cria comitê para acompanhar tarifas da Copa

[Por Mercado & Eventos, 17/10/2013]
O governo federal acompanhará, por meio de um comitê interministerial, os preços, tarifas e a qualidade dos serviços durante a realização da Copa do Mundo. Criada por determinação da presidenta de República, Dilma Rousseff, a instância será coordenada pela Casa Civil e terá a primeira reunião técnica na próxima semana, no dia 24.
“Não tabelamos, nem tabelaremos preços, mas nós não permitiremos abusos”, afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. “Vamos utilizar todos os instrumentos à disposição do Estado para garantir a defesa dos direitos do consumidor, seja ele brasileiro, ou estrangeiro”.
A Embratur irá compor o grupo, ao lado dos ministérios do Esporte, Justiça, Turismo e a Secretaria de Aviação Civil (SAC), além dos ministérios da Fazenda (Receita Federal e Secretaria de Acompanhamento Econômico) e da Saúde (Anvisa).
A ministra coordenou nesta quinta-feira, dia 17, uma reunião com autoridades envolvidas no tema, entre elas, o presidente da Embratur, Flávio Dino. “Essa medida da presidenta Dilma e da ministra Gleisi é essencial para garantir a boa imagem internacional do turismo brasileiro”, afirmou Dino. O presidente da Embratur afirmou que é errada a aposta de alguns setores do empresariado de que o governo não deve agir para não causar impacto negativo no turismo. “O monitoramento que fazemos da mídia internacional mostra que, ao contrário, não podemos é passar a imagem de que o governo do Brasil não atua diante de abusos”.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça irá manter contato com os Procons das 12 cidades-sede do mundial. O objetivo é fazer um diagnóstico detalhado dos preços e qualidades de serviços em hotéis, restaurantes, aeroportos e outros serviços turísticos dessas localidades. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também será acionado pelo ministro José Eduardo Cardozo, para fazer uma análise sobre os setores aéreo e hoteleiro no Brasil. A proposta é identificar situações que possam levar à inibição da concorrência.

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