Seminário aponta que os negócios não devem ter apenas os jogos como foco

[Por FECOMERCIO – SP, 22/11/2011]
As possibilidades de negócios a partir da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos, em 2016, foram discutidas nesta terça-feira (22) na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Especialistas avaliaram duas questões importantes para o turismo e para os negócios brasileiros: oportunidades econômicas e a imagem do País.
Para Jeanine Pires, presidente do Conselho de Turismo e Negócios da FecomercioSP, é preciso que governos e iniciativa privada caminhem nos mesmos sentido e ritmo. “O Brasil precisa aproveitar desde o momento em que as para-olimpíadas forem encerradas em Londres, porque toda imprensa estará com os olhos voltados para nós. Isso já é um ganho, já será um momento importante para melhorarmos nossos serviços e também de formarmos a imagem que queremos passar nesses dois eventos”, explica.
Além de Jeanine Pires, a mesa de debates foi composta por Gilson Novo, diretor do Grupo Águia; Anita Pires, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Eventos – Abeoc; Ricardo Ferreira, vice- presidente executivo do Grupo Alatur; Toni Sando de Oliveira, diretor superintendente do São Paulo Convention & Visitors Bureau; Robin Johnson, gerente da América Latina da VisitBritain e José Estevão Cocco, conselheiro e diretor do Comitê de Marketing Esportivo da Associação de Marketing Promocional – Ampro.
O diretor do Grupo Águia, Gilson Novo, faz um alerta sobre as oportunidades de ampliar ou abrir novos negócios. “A Copa não pode ser o fim dos bons negócios, deve ser o “durante”. Devemos nos preocupar em melhorar nossos serviços agora, para atendermos muito bem na Copa e nos tornarmos um destino ainda mais visitado”.
Ele lembra que não só as cidades que vão sediar os jogos poderão se beneficiar. “Podemos atrair turistas para outras cidades. Quem vai para Porto Alegre, por exemplo, pode se hospedar em Florianópolis, que está bem mais barata. Tem que levantar da cadeira e vender”, alerta Novo.
Um estudo feito pela VisitBritain mostra que 8% do legado dos Jogos pode ser aproveitado antes do evento; 18% durante e, 74% após os jogos.
Antes dos dois eventos, o Brasil irá sediar a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, que deve atrair, segundo números do Vaticano, 4,5 milhões de visitantes. Em relação à Copa, o País terá 117 eventos relacionados ao tema, o que movimenta a área de serviços, hotelaria, transporte, comércio, e tudo isso já pode servir como um treinamento para 2014 e 2016.
Quanto ao legado dos dois eventos, Toni Sando, da São Paulo Convention & Visitors Bureau, alerta para o que está sendo gasto. “Os grandes eventos e obras relacionados à Copa e aos Jogos já começaram e a população precisa ficar atenta e fiscalizar se esses gastos são condizentes com o que foi prometido”, diz Sando.
A imagem que o Brasil deseja passar também foi discutida no seminário. Para os debatedores, ela está totalmente atrelada à qualidade dos serviços, da mão de obra e da estrutura que os visitantes vão encontrar por aqui. Daí a necessidade de aproximar as ações do governo e da iniciativa privada.

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