No Brasil, Obama defende imigração: "ideias e dinamismo"

[Panrotas, 05/10/2017]
“Mudar o mundo? Sim, você pode”. Em sua visita ao Brasil, o ex-presidente dos Estados Unidos chamou a atenção dos líderes empresariais sobre a importância da construção de uma cidadania global. O discurso aconteceu hoje (5) no Fórum Cidadão Global, sediado em São Paulo, e organizado pelo jornal Valor Econômico e pelo Banco Santander Brasil. Além de Obama, outros líderes empresariais que promovem o desenvolvimento de cidadão global em suas empresas estavam presentes.
PixabayObama defende que os jovens devem ter a educação adequada
Obama defende que os jovens devem ter a educação adequada
Segundo os organizadores, o encontro tem como objetivo “iniciar um diálogo sobre a responsabilidade das pessoas na construção de um futuro melhor” e a presença de renomadas figuras empreendedoras tem grande impacto no movimento.
Em seu discurso, Obama explicou que a desigualdade é um dos maiores empecilhos para o crescimento da comunidade. A falta de investimento na educação dos jovens resulta em um aumento na distância entre as classes altas e baixas, concentrando as riquezas em menos de 1% da população, segundo ele.
Ainda em sua apresentação, o ex-presidente afirmou haver a necessidade do desenvolvimento de sistemas tributários justos e um reinvestimento do valor arrecadado de maneira a criar novas oportunidades para o povo. “É preciso emponderar as pessoas para que elas possam tomar riscos”, acrescentou Obama.
Durante uma comparação entre EUA e Brasil, Obama aproveitou para ressaltar a importância dos imigrantes para a economia dos países, dando destaque para aqueles que vem se refugiar por causa das guerras. “Devemos dar as boas-vindas ao fluxo de novas ideias e dinamismo que a imigração traz”, sustentou.
O Fórum também conta com outros líderes de negócios, como o economista americano Robert Salomon, o vice-presidente do Grupo Globo, José Roberto Marinho, e o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, que debatem e divulgam variadas ferramentas que os líderes da sociedade civil podem usar para estimular a cidadania, em um cenário de rápidas mudanças no mundo.

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