Turismo forte será um dos principais legados da Olimpíada

[Por Jornal de Turismo, 30/06/2016]
O fortalecimento do turismo no Brasil junto a mercados do mundo inteiro será um dos maiores – senão o maior – legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Essa assertiva do presidente substituto da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), José Antônio Parente, predominou nos contatos mantidos nesta quinta-feira (30), em Nova Iorque (EUA), com representantes de veículos de comunicação norte-americanos.
De acordo com a Folha de S. Paulo, citando fontes do governo federal, os Estados Unidos deverão enviar ao Brasil mais de 200 mil turistas no período dos Jogos (agosto e setembro). Parente enfatizou que a possibilidade de incremento do número previsto de turistas estrangeiros no Brasil no período olímpico é real, principalmente em função de dois fatores: o câmbio favorável e a isenção de visto de entrada de 1º de junho a 18 de setembro, para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.
“Apesar de todas as previsões pessimistas, da divulgação de problemas em diversas áreas (nem sempre confirmadas), não tenho dúvidas de que teremos os melhores e mais bonitos Jogos Olímpicos de todos os tempos”, afirmou reiteradas vezes o presidente substituto da Embratur. Ele concedeu as entrevistas acompanhado do secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Antônio Pedro.
A pergunta mais repetida pelos jornalistas americanos foi: “Is Rio ready for Olimpics?” (em português é “O Rio está preparado?”). Lembrando que todos os itens do caderno de encargos entregue pelo Comitê Organizador ao Rio de Janeiro foram cumpridos, Parente destacou que, no último sábado (25), foi concluída a construção da última arena Olímpica, o velódromo, onde irão acontecer as disputas de ciclismo.
Questionado sobre a possibilidade da ocorrência de problemas com a segurança na Olimpíada, o presidente disse estar confiante no trabalho preventivo que vem sendo feito, com o emprego de mais de 85 mil homens de forças de segurança de todos os níveis (Forças Armadas, Força Nacional, Polícia Federal, Civil, Militar e Bombeiros). A título de comparação, recordou que esse número é o dobro do que foi empregado na última Olimpíada (Londres).
“Temos que ter em mente que estamos organizando eventos desse porte desde os Jogos Pan-Americanos, incluindo a Jornada Mundial da Juventude, a Conferência Rio+20, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo FIFA, que movimentou três vezes mais turistas do que estamos aguardando agora e não tivemos nenhum problema sério em relação à segurança”, comentou Parente.
Sobre as perguntas em relação à possibilidade de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, que propaga doenças como a zika, o presidente substituto da Embratur repetiu que, além da época do ano não ser favorável, o Brasil realizou um trabalho sério de prevenção e combate. Foram utilizados mais de 200 mil homens das Forças Armadas para o enfrentamento do mosquito, aliado ao fator temperaturas mais amenas fez com que os índices despencassem. No Rio de Janeiro, que vai sediar os Jogos Olímpicos, foram registrados mais de 8 mil casos em março e pouco mais de 300 casos em junho.