Mesmo com crise, número de eventos não deve cair

[Por Mercado e Eventos, 23/04/2015]
No final de 2014 a Abeoc divulgou uma pesquisa que mostra o tamanho do mercado de eventos no país. Em 2013 foram realizados no Brasil 590 mil eventos, que geraram uma movimentação de R$ 209 bilhões – correspondendo a 4,3% do PIB e gerando 7,5 milhões de empregos. Esses dados, segundo Alexis Pagliarini, presidente do capítulo brasileiro da MPI, demonstram a importância do papel do setor no país.
“Se o PIB encolher 1% neste ano, continuaremos sendo um mercado grande. Temos que discutir é como nos preparar para sair mais forte do que entramos nesta crise”, afirmou o executivo. “As empresas  devem repensar os modelos para apresentar os modelos de uma forma inovadora”, complementou.
Alberto Moane, da Alatur JTB, também acredita que a crise irá gerar oportunidades e que uma delas está na diversificação dos produtos oferecidos. “Neste momento, as empresas preferem ter um único fornecedor, que tenha uma solução completa”, afirmou. “Os eventos não irão diminuir, porque quando a empresa deixa de investir na sua marca vai acabar vendendo menos”, complementou.
Pagliarini citou uma pesquisa feita pela MPI nos Estados Unidos, em 2008, quando o país passou por uma crise parecida. De acordo com ele, 22% das empresas afirmaram que não diminuiriam a quantidade de eventos, mas que eles ficariam mais curtos e com menos conteúdo, porém sem impactar na satisfação dos participantes.
Esses dados, segundo Rodrigo Cezar, vice-presidente da Alagev e diretor da Roche, corroboram o que está ocorrendo neste ano no Brasil. Ele explicou que a insegurança do mercado impacta de forma diferente em cada tipo de empresa, mas que há uma pressão por corte de custos. “Não modificamos o nosso direcionamento, mas reduzimos um pouco os recheios e um pouco do formato dos nossos eventos”, contou.
A criatividade é o caminho para driblar a falta de recursos. Para Moane, os eventos são a melhor forma que existe para comunicar e fortalecer uma marca, por isso eles não deixarão de ocorrer neste momento, apenas serão modificados. “É possível inovar e fazer algo impactante. É isso que devemos fazer em um ano de crise, pois a necessidade traz a inovação”, finalizou Pagliarini.