​Gastão Vieira: Oscar Niemeyer é um símbolo do Turismo brasileiro

[Por Mercado e Eventos, 07/12/2012]
Nascido em 15 de dezembro de 1947, Oscar Niemeyer Ribeiro Soares Filho faleceu ontem (5), aos 104 anos, no Rio de Janeiro. “Oscar Niemeyer é um ícone, um símbolo para o turismo brasileiro. Importantes exemplos de nossa história e cultura que saíram das mãos do nosso grande arquiteto são conhecidos em todo o mundo – e isso coloca o Brasil em uma posição de destaque. Mais do que uma arquitetura única, Niemeyer tinha dentro de si princípios de um verdadeiro cidadão, sempre ansioso por igualdade. O desenvolvimento de nosso país passa por valores como esse. O turismo deve muito a ele”, declarou o ministro do Turismo, Gastão Vieira.
Niemeyer assinou mais de 600 obras ao redor do mundo. Dessas, 50 estão em Brasília, que nasceu do planejamento arquitetônico de Niemeyer, quando foi convidado, em 1956, por Juscelino Kubitschek para cuidar do projeto. Os principais pontos turísticos de Brasília também foram criados pelo arquiteto: o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Palácio do Itamaraty, O Congresso Nacional, a Catedral, a Praça dos Três Poderes, o Superior Tribunal Federal, o Teatro Nacional, entre outros.
No entanto, foi em Belo Horizonte (MG), em 1940, que Niemeyer realizou o seu primeiro grande projeto, o Conjunto da Pampulha. Ele é formado por um Cassino, a Casa de Baile, o Clube e a Igreja de São Francisco de Assis (Igreja da Pampulha). Depois de Brasília, Niterói, no Rio de Janeiro, é a cidade que tem um maior número de obras de Niemeyer. Entre elas, o Museu de Arte Contemporânea, em estilo futurista.
São Paulo, Goiás, Paraná, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte, Bahia e Rio Grande do Sul: em quase todo o país existe um traço desse artista simples e ousado. “Faço arquitetura que me agrada, uma arquitetura ligada às minhas raízes e ao meu país”, declarou ele, em 2007.
Niemeyer também criou projetos de grandes construções na França, Itália, Alemanha, Estados Unidos, Portugal, entre outros. “Mais importante do que a Arquitetura é estar ligado ao mundo. É ter solidariedade com os mais fracos, revoltar-se contra a injustiça, indignar-se contra a miséria. O resto é o inesperado; é ser levado pela vida”, afirmou ele, em 1988.