Com Olimpíada e Copa, Brasil quer atrair 10 milhões de turistas

[Por Brasil Econômico, 12/11/2012]
Com a grande vitrine mundial criada a partir da realização da Copa do Mundo 2014 e a Olimpíada de 2016 no Brasil, a expectativa do Ministério do Turismo é que o país se torne o terceiro mercado mundial de turismo e alcance 10 milhões de turistas internacionais por ano até 2022. Atualmente, cinco milhões de estrangeiros transitam pelas cidades brasileiras, movimentando US$ 6 bilhões anuais. Dobrando esse número de visitantes de fora, essa receita saltaria para US$ 12 bilhões por ano. “O país ainda está concentrado no turismo interno, temos hoje 54 milhões de brasileiros viajando todo ano. E estes números se manterão durante muitos anos. O que nos preocupa é turismo internacional, nós temos que captar mais turistas estrangeiros”, disse o secretário Nacional de Políticas do Turismo, Vinicius Lummertz, após sua participação no seminário “Rio: Destino do Mundo”, organizado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
Segundo o secretário, para que as metas se concretizem é preciso atrair investimentos privados para o país e a cidade do Rio de Janeiro pode ser considerada a porta de entrada tanto para os investimentos, como para os turistas. “O papel do Ministério é criar condições para mais investimentos. O estado tem de liberar espaços para que a iniciativa privada trabalhe, pois os grandes montantes virão a partir deles, com concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). O Rio de Janeiro é o motor deste processo porque é aqui que fica-rão64% das pessoas que assistirão aos jogos da Copa de 2014. No imaginário internacional, o Brasil é o Rio de Janeiro, e ele tem de servir como porta de entrada para outras regiões”, explicou Lummertz. “O Brasil vai ter, nos próximos anos, uma visibilidade de mídia que nunca teve e talvez que nenhum país tenha tido antes”, completou. Para Lummertz, a ineficiência dos aeroportos brasileiros re-força a falta de planejamento enfrentada pelo Brasil ao longo de décadas. “Não fizemos as contas, o crescimento do turismo era um e não nos prevenimos. Sabemos que hoje temos aeroportos com capacidade de trans-portar um milhão de passageiros que atualmente recebem mais de três milhões. O caminho para os aeroportos é a privatização”, ressaltou.
Potencial
Durante a abertura do seminário, uma opinião foi unânime: o país ainda não explora seu potencial turístico da forma que deveria. “A desoneração de vá-rias áreas do turismo foi importante, mas o setor representa apenas 3,7% do PIB. Na minha cidade, Florianópolis, ele responde a 14% das riquezas geradas. Temos aí espaço para crescer uns 10% no país”, afirmou Lummertz. Para Antenor Barros Leal, presidente da ACRJ, o setor precisa, com urgência, ser incluído de forma efetiva na economia. “É preciso repensar o turismo e enquadrá-lo como atividade econômica capaz de gerar empresas, empregos e riquezas”, disse. “A principal vocação tanto da cidade do Rio, como do estado e do país, que é o turismo, ainda não foi descoberta”, concordou Sávio Neves, presidente do Conselho Empresarial de Turismo Pró-Rio da ACRJ.

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