Rio registra poucos leitos para as Olimpíadas; ABIH-RJ discorda

[Por Hôtelier News, 01/03/2012]
Apesar de números extremamente desconexos, a ABHI-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hospedagem do Rio de Janeiro) diz não notar problemas graves na capital fluminense quanto ao número de leitos. Somente para as Olimpíadas, os cadastros de órgãos responsáveis pelo evento contabilizam a participação de cerca de 200 mil pessoas entre atletas, imprensa, voluntários e organizadores. A cidade, que será cede dos Jogos Olímpicos de 2016, tem 67.536 leitos registrados pela Pesquisa de Serviços de Hospedagem 2011, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base em dados do ano passado. Ou seja, cerca de 30% da capacidade necessária.
Em contrapartida, o estudo mostra o Rio como a cidade que possui maior média de unidades habitacionais por estabelecimento: foram apontados cerca de 74 apartamentos e 106 leitos por unidade hoteleira; em seguida está São Paulo, com 56 quartos; e em terceiro lugar estão Brasília, Natal e Porto Alegre, todas com 54.
Para Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ, nenhuma cidade tem seu parque hoteleiro dimencionado. Ele acredita que, tanto para a Copa quanto para as Olimpíadas, cidades vizinhas – como Niterói, Petrópolis, Mangaratiba e as Vilas Olímpicas – suprirão este gap, argumentando que elas estão aumentando o número de unidades habitacionais para distribuir a demanda.
Lopes acrescenta que, com base num tratado, estão em construção mais 5,8 mil quartos com previsão de entrega para antes da Copa. Outros 600 deverão estar em funcionamento até o início das Olimpíadas.
Apontamentos do IBGE
Encomendado pelo MTur (Ministério do Turismo), o estudo mostra que juntas as 27 capitais brasileiras comportam 554.427 pessoas, porém, sendo 1,3% dos apartamentos adaptados para portadores de necessidades especiais. Neste ponto, a pesquisa mostra o Rio e São Paulo como os municípios melhor preparados para atender este público.
Uma questão que fica no ar é que, com o aumento estrondozo de turistas durante os mundiais esportivos e os poucos apartamentos disponíveis, as tarifas tendem a ser abusivas. Questionado sobre este ponto e se haverá algum tipo de controle para que o consumidor não pague preços exacerbados, o presidente da ABIH-RJ afirma que “o maior regulador de preços é o próprio mercado”.
O estudo do IBGE aborda outras leituras sobre os resultados, como, por exemplo, a concentração de leitos em apenas quatro capitais do País e o número de albergues no País, apontado como 1,9% do total de estabelecimentos de hospedagem disponíveis.
Em abril, o instituto divulgará o panorama completo do estudo, incluindo os municípios das regiões metropolitanas das capitais pesquisadas.

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