Fortaleza terá 718 mil turistas na Copa

[Por O Povo, 02/02/2012]
Das 12 cidades-sede da Copa de 2014, apenas Rio de Janeiro e São Paulo terão mais visitante do que Fortaleza, segundo estimativa do Ministério do Turismo (MTur). Como a Capital vai receber sem decepcionar?
Fortaleza deve receber 718 mil visitantes em junho e julho de 2014, período da Copa do Mundo de Futebol, conforme expectativa do Ministério do Turismo (MTur). Ficará atrás somente de Rio de Janeiro e São Paulo.
O POVO entrevistou a titular da Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor), Patrícia Aguiar. Ela falou das obras estruturantes, das limitações da Capital, além da importância de os próximos gestores continuarem os projetos.
A maior obra é na avenida Beira Mar. A licitação já foi aberta e deve ter o seu processo concluído em março. Até a Copa do Mundo, serão cerca de R$ 400 milhões investidos na orla de Fortaleza. A promessa é de deixar todas as obras em execução até o final deste ano, o último da administração Luizianne Lins.
O POVO – A Copa do Mundo de 2014 acelera obras e facilita a garantia dos recursos. Como a Capital está se preparando para receber o visitante do evento esportivo?
Patrícia Aguiar – Fortaleza passa por um momento importante. Nós terminamos 2011 em 1º lugar no Nordeste e em 3º lugar no Brasil de cidade mais procurada pelos brasileiros. Muitas das ações de investimentos de infraestrutura da cidade foram direcionadas ao turismo. Investimos em promoção em torno de R$ 1 milhão em 2011. Mais de 30 road shows em todas as regiões do Brasil. Na infraestrutura, vem as obras de Fortaleza, em 35 quilômetros de praia. Do Projeto Vila do Mar (foz do Rio Ceará) até chegar na Praia do Futuro.
OP – Como será a intervenção na Beira Mar?
Patrícia – Terá um aterro hidráulico, vai ganhar uma faixa de praia de 80 metros. Vai do aterro da Praia de Iracema até o Náutico. Da Rui Barbosa até o Mercado dos Peixes vai ter uma outra Beira Mar também. A obra como um todo deve estar pronta até a Copa.
OP – E como ficam os equipamentos mais tradicionais, como o Mercado Central e a Praça José de Alencar?
Patrícia – O turismo de cultura é muito procurado principalmente para as pessoas da melhor idade. Fortaleza está em 2º lugar na preferência desse turista. No Centro, a prefeita está tentando trabalhar. Ali é um problema, um legado trabalhoso. Lá tem que ter uma intervenção muito grande. A gente sente essa necessidade de o turista visitar o Centro, porque é um turismo de memória e história. Outra pauta que deve ser debatida é a questão da limpeza pública. O carro de lixo passa, limpa tudo, com pouco tempo as pessoa vão lá e colocam um saco de lixo no canteiro central. Isso é muito cultural. Tem que notificar, tem que multar.
OP – O que vai acontecer com os feirantes da Feira da Beira Mar?
Patrícia – Os 650 permissionários serão mantidos, mas sob uma nova concepção. Ela tem que ser autossustentável. Todos os espaços que forem concessão do município vão ter que ser pagos para que a Beira Mar se mantenha. Terá plano de manejo, capacitação e plano de gestão. Queremos entregar todo mundo na Lei do Empreendedor Individual.
OP – O que você defende que seja feito com as barracas de praia da Praia do Futuro?
Patrícia – Deveria ser feito a mesma coisa que foi feito na Beira Mar, que também é área de domínio da União. Seria um concurso nacional de ideias para definir os espaços. Não ser tão radical de tirar. Nossa barracas ficam lotadas na alta estação. Os arquitetos iriam propor uma solução urbana para definir o espaço público.
Saiba mais
Crédito do BNB para o turismo
Em 5 anos, o BNB investiu R$ 114 milhões em projetos de turismo no Ceará, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), com dois programas de financiamento para o setor, o Programa de Apoio ao Turismo Regional (FNE-PROATUR) e o FNE–Programa de Financiamento às Micro e Pequenas Empresa de Turismo.
Litoral. De 2007 a 2011, foram contratados financiamentos do FNE para Turismo em 52 municípios. Os municípios de Beberibe, Caucaia, Aquiraz, Fortaleza, Jijoca, Juazeiro do Norte, Quixadá, Barbalha e Trairi foram os que tiveram maior volume de financiamentos.

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