Compra antecipada em viagens de negócios reduz até 65% dos gastos

[Por Business Travel, 06/02/2012]
Na última reunião do Comitê de Viagens e Mobilidade Corporativa da Amcham-SP, os palestrantes foram o consultor Maurício Paganotto Carvalho, sócio-diretor da T&E Consulting, empresa especializada em gestão de viagens corporativas, e Ana Maria Biselli Aidar, diretora-executiva do FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. Segundo Paganotto Carvalho, empresas que planejam conseguem economizar até 65% em gastos com viagens de negócios. Projeções feitas pela T&E Consulting mostram que fechar acordos com as companhias aéreas pode render até 5% de desconto no preço dos bilhetes, enquanto negociações com agências de viagens e hotéis permitem economizar entre 1% e 3%.
“É muito pouco”, avalia Carvalho. “Em vez de brigar com a companhia e com hotel por 8% de desconto, a empresa tem que fazer o trabalho de casa, que traz muito mais economia”. O estudo da T&E aponta que uma empresa pode deixar de gastar até 5% do total só com o controle cuidadoso dos processos. Se, além de organizar os cronogramas, a companhia é capaz de realizar o selfbooking (sistema de compra online de passagens, hospedagens e outros serviços relacionados), a economia salta para até 25%. Se, além disso, ela ainda tem como antecipar a compra da passagem, vai gastar até 65% menos.
Uma pesquisa feita em maio de 2011 pela consultoria comparou o custo médio por trecho entre algumas capitais para avaliar o peso da compra antecipada. Um voo corporativo São Paulo-Belo Horizonte custaria R$ 317,24, em média, enquanto uma comprada com mais de sete dias de antecedência valeria R$ 148,36. A diferença é de 53,23%. Se fosse para um evento entre São Paulo e Rio de Janeiro, comprar uma passagem para o mesmo dia custaria R$ 438,18, enquanto a passagem comprada com mais de sete dias de antecedência sairia por R$ 192,14. Carvalho diz que as empresas precisam de uma política de viagens bem elaborada. Para isso, vale descobrir quais áreas mais necessitam viajar, que tipo de viagem mais fazem e qual a época mais cheia de compromissos.
“O resto tem que ser tratado como exceção”, explica. “Mesmo que 80% das viagens só possam ser feitas em cima da hora, a empresa tem que trabalhar para reduzir ao máximo os outros 20% de viagens que podem ser antecipadas.”
Ana Maria Biselli Aidar ressalta que qualquer empresa que depende de viagens deve se programar melhor. “Esse cenário de alta da demanda requer maior planejamento”, afirma. “Comprar antes, investigar as datas com melhor oportunidade e entender bem como se comporta aquele mercado são palavras de ordem. Foi-se o tempo em que se poderia viajar do dia para a noite e conseguir quarto com preços baixos. Isso não ocorre mais”, pondera. No segmento corporativo, a demanda é maior durante a semana, principalmente nos grandes centros. Então, quando se faz um evento e é possível que ele ocorra em uma sexta, marcar o retorno para o sábado é uma boa alternativa.”
Ana Maria afirma que a demanda por hospedagem em hotéis deve crescer na casa dos 3%, enquanto o faturamento aumentará na casa dos 15% até 2015. “A hotelaria que trabalha o segmento corporativo tem apresentado bons resultados”, afirma. “E se a atividade econômica continuar crescendo nos atuais ritmos, vamos acompanhar de uma forma interessante.”

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