PIB deve chegar a R$ 3,96 trilhões em 2012, afirma FecomercioSP

[Por FECOMERCIO, 07/12/2011]
A economia brasileira deve fechar 2012 com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,96 trilhões, um crescimento de pouco mais de 3% em relação a 2011. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que espera um 2012 muito parecido com 2011. A diferença é que o próximo ano começa devagar e só irá acelerar no segundo semestre, quando a política monetária de expansão do consumo, que está sendo praticada pelo Banco Central (BC), começar a apresentar resultados.
A Assessoria Técnica da FecomercioSP acredita que a inflação deve ficar em segundo plano e o BC deve fazer novos cortes na Selic, ao menos durante o primeiro semestre. Com isso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal medidor da inflação no País, deve terminar o ano ao redor de 5%. Um pouco acima do centro da meta, que é 4,5%, mas dentro da margem de tolerância. Os novos cortes na Selic também irão influenciar o volume de crédito disponível ao consumidor, que deve crescer 15% em 2012 – o que representa um aumento real de 10%, descontando a inflação no período.
A FecomercioSP estima que, em 2012, serão gerados entre 1,5 milhão e dois milhões de postos de trabalho, o que é suficiente para absorver a mão de obra que chegará ao mercado. Assim, o nível de desocupação, que está no patamar mais baixo da história – ao redor de 5,8% –, deve chegar, no máximo, a 6,5%. A renda das famílias, por sua vez, deverá ter um incremento de 5% ao longo do ano.
No cenário internacional, a Assessoria Técnica da FecomercioSP acredita que não devem ocorrer muitas mudanças. O preço das commodities, apesar de uma leve tendência de queda, deve permanecer elevado, o que favorece o Brasil. A Europa continuará em recessão, fazendo somente debates e resgates pontuais. O Japão manterá o fraco desempenho e os Estados Unidos continuarão o processo de recuperação, contudo, ainda sem apresentar um desempenho tão expressivo. Brasil, Rússia, Índia e China devem apresentar um crescimento do consumo acima da média global, fortemente lastreado pelos mercados internos. Sendo que, no Brasil, o Comércio irá ultrapassar R$ 1,2 trilhão em vendas em 2012. Um montante 5% superior ao de 2011, já descontada a inflação.
No comércio externo o País também caminhará bem, com superávit comercial elevado, muito próximo ao registrado em 2011. O déficit em conta corrente, por sua vez, manterá facilmente financiado por Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) e afluxos de capitais financeiros.

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