Copa do Mundo deve agregar 1,5% ao PIB brasileiro em três anos

[Por Mercado e Eventos, 30/11/2011]
O Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu em São Paulo, foi palco para o Seminário Itaú Copa do Mundo: 2014 é mais que futebol, que foi realizado nesta quarta-feira (30/11) e contou com palestra do economista-chefe do Itaú-Unibanco, Ilan Goldfajn. O evento discutiu os impactos deste mega evento na economia do país e as oportunidades para as pequenas e médias empresas nos próximos anos por conta da Copa.
O executivo ressaltou que até a realização do evento o país deve receber investimentos em infraestrutura na ordem de R$ 36,46 bilhões, que vai gerar um grande impacto na economia com a criação de empregos e aumento da renda e consumo da população. “Nos próximos três anos, o PIB deve crescer 0,5% a cada ano a mais do que cresceria se não houvesse a Copa”, disse. “Pode parecer que não, mas este é um impacto muito grande”, completou.
Segundo os dados apresentados por Goldfajn, esses investimentos também deverão gerar, nos próximos três anos, cerca de 250 mil empregos. “Estes investimentos tem que ocorrer e vão gerar emprego e renda, multiplicando o seu impacto na economia. Hoje o país tem 145 milhões de consumidores, então o impacto aumenta muito”, afirmou.
No que diz respeito ao turismo, o economista tomou como exemplo o impacto causado no setor em países que sediaram a Copa do Mundo no passado. Ele lembrou que na África do Sul o fluxo de visitantes aumentou 25% devido ao evento. “Supondo que o impacto aqui será igual, teremos 3 milhões de turistas a mais, sendo 2 milhões estrangeiros, que irão injetar US$ 3 bilhões a mais na economia”, projetou.
Outro grande impacto que a Copa do Mundo de 2014 deve gerar no Brasil, na opinião de Goldfajn, é no que ele chamou de “marca do país”, uma vez que a exposição é muito grande. “Há um efeito muito grande na marca de um país que sedia um evento desses, pois ele acaba expondo muito a sua imagem, o qu gera um conhecimento muito maior do país para os visitantes e para o mundo”, acredita.
Copa de 2014 será das pequenas empresas, diz economista
[Por Sebrae, 01/12/2011]
“Se eu tivesse que apostar, diria que esta será a Copa da pequena empresa”, observou o economista-chefe do banco Itaú, Ilan Goldfajn, que participou na quarta-feira (30/11) do Seminário Itaú Empresas, Copa do Mundo da Fifa 2014. Segundo ele, os pequenos negócios brasileiros estão investindo na qualificação, atentos às oportunidades do torneio.
Participante do seminário, a empresária Maria Claudia Salaro, junto com o marido, criou em 2007 a Solution Idiomas, em Santos, no litoral paulista. Há quase cinco anos, ela treina professores e instrutores que poderão fazer parte do “cardápio de produtos” criados pela Solution. Recentemente, seu esposo obteve na Espanha uma certificação de espanhol para turismo e negócios. “Com isso, vamos capacitar instrutores que possam trabalhar com essa metodologia”, adianta Maria Claudia.
O seminário trouxe também o empresário Fred Pollastri, que representa a Octagon Brasil (braço de uma multinacional americana). “Aqui, a Octagon é pequena. Em 2007, tínhamos a empresa B2S, de marketing esportivo, e nos juntamos com a multinacional. Agora, toda a minha equipe viaja no final do ano para capacitação na matriz, nos Estados Unidos. Nosso objetivo é atender a todos os eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos”, disse.
Mapa
Para o superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano, um dos debatedores no seminário, as duas empresas estão no caminho certo. “A Copa do Mundo é agora e as oportunidades estão aqui no Brasil”. Caetano citou o estudo realizado pela FGV a pedido do Sebrae que mapeou mais 900 oportunidades de negócios em todo o País para as micro e pequenas empresas durante a Copa. O levantamento pode ser acessado aqui.
“As pequenas empresas devem aproveitar os eventos esportivos para melhorar o processo produtivo e acessar novos mercados. O Sebrae em São Paulo atua em três fases: pesquisa e planejamento, capacitação e grandes rodadas de negócios. Pensamos no encadeamento produtivo”, disse o superintendente.
Investimentos e crédito
O economista-chefe do banco Itaú, Ilan Goldfajn, estimou que até 2014 o Produto Interno Bruto (PIB) deva crescer 0,5% a cada ano a mais do que se não houvesse o mundial. “Em 2012, a economia irá crescer cerca de 3,5%, motivada principalmente pelos preparativos da Copa”, comentou.
Segundo os dados apresentados por Goldfajn, os investimentos podem gerar nos próximos três anos cerca de 250 mil empregos. A “Marca País” deverá ser outro grande impacto que a Copa do Mundo de 2014 trará ao Brasil. “Um estudo americano mostra que o país que sedia uma Copa do Mundo eleva em cerca de 30% suas exportações. Se pensarmos que no Brasil as exportações representam 15% do PIB, podemos medir o impacto da marca”, observou.
O diretor de Produtos do Itaú, Marcos Maccariello, destacou que o crédito do banco para pequenas e médias empresas até novembro deste ano ficou em torno de R$ 100 bilhões, sendo que 65% foram concedidos.

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