Goiás Turismo elabora projeto de R$ 612 mil para incentivo ao turismo na Chapada dos Veadeiros

[Por Hôtelier News , 03/11/2014]
Buscando desenvolver o turismo no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a Goiás Turismo elaborou um projeto para incentivar o setor na região. Com investimentos de R$ 612 mil, sendo R$ 600 mil de recursos federais e R$ 12 mil como contrapartida do Governo Estadual, o projeto foi um dos sete selecionados pelo Ministério do Turismo.
Os municípios a serem beneficiados no projeto serão Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás, que possuem comunidades remanescentes de quilombos, os Kalunga. A proposta é de qualificar as associações locais para que trabalhem sua gestão com mais profissionalismo e organização, e o turismo da mesma forma – cerca de 250 pessoas serão beneficiadas diretamente.
Segundo Leandro Garcia, presidente da Goiás Turismo, o projeto vai transformar o ecoturismo na região, visando o mercado nacional e internacional.
“Vamos criar onze produtos turísticos, ou roteiros turísticos, integrando cinco comunidades quilombolas. Os visitantes terão produtos de um a quatro dias de duração, passando por cachoeiras, cânions e pelas comunidades quilombolas. É muito importante valorizar os aspectos culturais, integrando os municípios”, afirma.
De acordo com João Lino, gerente de Projetos e Produtos da Goiás Turismo, o trabalho terá a duração de 18 meses, e passará pela qualificação do artesanato, da gastronomia, da agricultura familiar e dos prestadores de serviços turísticos. A primeira etapa é a qualificação das associações locais. Depois será traçado um diagnóstico e posterior levantamento das atividades realizadas na região, dos roteiros e das famílias que são potenciais empreendedoras. “A partir desse momento vamos desenvolver os produtos e oferecer consultoria a todos os envolvidos”, explica.
Quando os produtos estiverem definidos serão colocados no mercado. O projeto apresentado prevê a criação de site, mapas dos roteiros, aplicativos e material impresso de divulgação, além de criar um manual de turismo em quilombos, que poderá servir de modelo para outras comunidades. “Queremos estender a permanência do turista, aumentar a taxa de retorno e ampliar os destinos visitados”, afirma Lino.
 

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