GBTA: Brasil é 8º mercado em viagens corporativas

[Por Panrotas, 09/06/2014]
O canal brasileiro da Global Business Travel Association promove entre hoje e amanhã, na capital paulista, a segunda edição da Conferência GBTA São Paulo. O evento reúne gestores de viagens e empresas expositoras e é composto por painéis de debates e palestras. Na principal do dia, o vice-presidente de Pesquisas da associação, Joe Bates, trouxe uma série de dados relativos ao desempenho dos principais mercados mundiais de viagens corporativas em 2013.
O maior deles foram os Estados Unidos, que movimentaram US$ 273 bilhões no período (+ 4,65), seguido por China (US$ 225 bilhões, + 15,1) e Japão (US$ 62, – 4,4%). O Brasil aparece na oitava posição, com US$ 31,2 bilhões (+ 4,3%). “O Brasil é um dos mercados que mais vem crescendo nos últimos dez anos. Há uma década talvez o país não estivesse nem entre os 15, e até o final 2014 acreditamos que terá passado a Coreia do Sul para ocupar o sétimo posto ”, projetou o executivo.
Joe pontuou que, em 2001, as viagens corporativas movimentavam, em média, US$ 2 bilhões por trimestre no Brasis, e em 2013 foram mais de US$ 8 bilhões a cada três meses.
Os números foram divulgados durante palestra na qual o vice-presidente fez um paralelo entre a economia brasileira e as viagens de negócios. Bates citou o nível de desemprego do Brasil, 6%, acrescentando que países como Espanha e Grécia, com 20%, estariam bem satisfeitos caso apresentassem esta taxa. “O desemprego não é alto, mas o estranho é que o número total de pessoas empregadas vem caindo. Ou seja, são pessoas que estão saindo do mercado de trabalho e não estão trabalhando. E se há menos pessoas empregadas, diminui também a quantidade de pessoas viajando”, avaliou.
O executivo disse ainda que preocupam para o setor de viagens corporativas a atual taxa de juros e a inflação crescente no Brasil. “A inflação tem crescido muito mais do que o Banco Central gostaria. E para tentar conter isso, o BC fixou a taxa de juros em 11%, que é muito mais alta do que nos Estados Unidos [0,25]. Por conta disso, conseguir crédito no Brasil é caro para as empresas, que assim vão investir menos em viagens de negócios.”
 

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