Ministério da Fazenda e setores de hospedagem, Alimentação e Bebidas alinham que não haverá aumento de preços para a Copa do Mundo

[Por FBHA, 14/05/2014]
Em reunião no Ministério da Fazenda no último dia 13, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e a indústria de bebidas ouviram do ministro Guido Mantega o compromisso de adiar para depois da Copa do Mundo o aumento dos tributos que incidem sobre cervejas, refrigerantes, isotônicos e águas. Governo e mercado alinharam que para a Copa do Mundo não haverá aumentos de ambos os lados: tributos e preços de fábrica e varejo.
 
A FBHA, única Federação patronal presente à reunião, representou os estabelecimentos sindicalizados de hospedagem e alimentação fora do lar – bares, lanchonetes, restaurantes e similares, de todo o País. Alexandre Sampaio, presidente da instituição, ponderou com o ministro que o repasse do varejo ao consumidor seria em média de 10% e não 1,5% como o ministério teria considerado.
 
Sampaio falou ainda sobre outras duas preocupações da FBHA: a expectativa dos estabelecimentos crescerem o volume de venda com a Copa, o que seria frustrado com o aumento dos tributos neste momento, e o receio do aumento das cervejas provocarem algum tipo de manifestação popular durante o Mundial de Futebol.
 
A decisão do Ministério da Fazenda permitirá que as contratações que ainda estão previstas para a Copa do Mundo sejam mantidas. De acordo com estimativa da FBHA, pelo menos 30 mil trabalhadores ainda serão contratados temporariamente, nos meses de junho e julho, pelos setores de hospedagem e alimentação fora do lar nas 12 cidades-sede.
 
O Ministério da Fazenda criará um grupo para estudar o assunto, com a participação do governo e indústria de bebidas. O varejo será consultado. O grupo de trabalho terá até o dia 1 de agosto para apresentar o relatório que servirá de base para fixar o valor do aumento dos tributos que incidirão sobre as bebidas frias.
 
Representaram a indústria de bebidas a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (ABIR).
 

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