Associações de agências de viagens elaboram documento. Leia o Manifesto de Córdoba

[Por Panrotas, 27/11/2013]
Realizada em Córdoba, na Espanha, a 1ª Cúpula Mundial de Presidentes de Associações de Agências de Viagens, que teve a participação do presidente da Abav Nacional, Antonio Azevedo, e do VP de Relações Internacionais da Abav, Leonel Rossi, elaborou um documento conhecido como Manifesto de Córdoba. Nele, tratam dos novos modelos de distribuição das companhias aéreas, lembrando o papel da Iata, ressaltam as transformações deste século, as políticas de vistos de turismo e destacam a importância do papel do agente de viagens na cadeia produtiva do setor.
Leia a íntegra do documento:
Manifesto de Córdoba
1ª Cúpula Mundial das Associações de Agências de Viagens
1.Agentes de viagens são players importantes na indústria do turismo
Graças à iniciativa da Confederação Espanhola das Agências de Viagens (CEAV), esta 1ª Conferência de Cúpula Internacional de presidentes de associações de viagens afirmou a importância presente e futura das agências de viagens para o desenvolvimento dos fluxos globais do turismo.
2.Associações no século 21
As associações enfrentam novos desafios no ambiente adverso e em constante mutação que é o século 21. Hoje, mais do que nunca, os agentes de viagens precisam ser representados por associações fortes, que trabalham em conjunto em nível regional e internacional. Esta seria uma ação em paralelo com a estratégia global dos principais atores da indústria, que estão levando estes assuntos importantes para serem discutidos nas mesas de negociação internacionais.
3.Novos modelos de distribuição das companhias aéreas
O desenvolvimento de um novo modelo de negócios não deveria ser imposto por nenhum dos atores. Pelo contrário, deveríamos unir esforços para encorajar um modelo neutro, justo, e não discriminatório, para permitir uma melhor distribuição dos produtos das aéreas por meio de qualquer canal. A Iata já se comprometeu a criar um novo grupo de trabalho, com a presença dos principais players do setor, para o desenvolvimento do NDC.
4.Viagens: simplificação e conectividade
As políticas de vistos são vitais para a indústria do turismo. Políticas altamente restritivas podem causar sérios danos aos fluxos de visitantes em destinos específicos. É absolutamente necessário que as autoridades nacionais e internacionais trabalhem em parceria com os agentes de viagens em todo o mundo para formular políticas que estimulem o fluxo de turistas. A conectividade pode ter um impacto significativo no desenvolvimento dos destinos. Os agentes de viagens, devido à natureza de sua atividade, são o elo que une todos os diferentes atores do setor. Eles têm contato direto com os turistas, seus clientes, o que os coloca em uma posição privilegiada para traduzir as necessidades de conectividade dos diferentes destinos turísticos.
5.A caminho do turismo sustentável
A sustentabilidade é mais do que uma prioridade, é uma necessidade. Além das agências de viagens, todos os outros atores do setor do turismo devem trabalhar este aspecto, como ficou provado com as experiências de importantes fornecedores de transportes, como no transporte aéreo (Iberia), no ferroviário (Renfe) e no setor de locação de veículos (Avis).
6.Código global de ética no turismo da OMT
A assinatura do Código de Ética por 12 associações de agências de viagens é prova do forte compromisso das agências de viagens de trabalhar para o desenvolvimento do turismo responsável e sustentável, dedicando atenção especial aos aspectos sociais, culturais e econômicos de seu ambiente e dos diferentes destinos em suas atividades diárias.

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