Repercussões da escolha do Rio e outros sítios definidos pela UNESCO

[Por Brasilturis, 01/07/2012]
Uma das conseqüências diretas da escolha do Rio de Janeiro deverá ter excelentes resultados em uma maior preservação da cidade. A partir de agora, os locais valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. O Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. Os bens cariocas incluem o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.
A presidente Dilma Rousseff comemorou a inclusão do Rio de Janeiro como ” motivo de orgulho para todo Brasil” e destacou o momento de ascensão da cidade no cenário internacional, ressaltando a realização da Rio+20 além da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016. Além da Paisagem Cultural do Rio de Janeiro, o Brasil conta hoje com outros 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.
O Iphan trabalhou na candidatura do Rio de Janeiro como Paisagem Cultural, em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Fundação Roberto Marinho e a Associação de Empreendedores Amigos da Unesco. Em setembro de 2009, o instituto entregou à Unesco o dossiê completo da candidatura, justificando seu valor universal pela interação da sua beleza natural com a intervenção humana. Para o presidente do instituto, “a paisagem carioca é a imagem mais explícita do que podemos chamar de civilização brasileira com sua originalidade, desafios, contradições e possibilidades”.
O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco em 1992 e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento dos bens culturais, conforme a Convenção de 1972 que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial. Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se a áreas rurais, a sistemas agrícolas tradicionais, a jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. O Rio é a primeira cidade e seu dará uma nova visão e abordagem sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.
Neste domingo, a lista de novas inclusões no Congresso que está sendo realizado em São Petersburgo, na Rússia, acrescentou sete outros patrimônios, além do Rio – a zona de mineração da Valônia, na Bélgica, com os primeiros exemplos da arquitetura dos períodos iniciais da era industrial na Europa. Inclui uma das mais antigas minas de carvão; as casas de fazenda decorados de Halsingland, na Suécia, com uma tradição regional em construções que remonta à Idade Médica. Os montes de Catalhoyuk, na Turquia, no sul do planalto de Anatólia, como conjunto neolítico; os quatro lagos de Ounianga, o primeiro sítio no território de Chad, próximo à região hiper árida do Deserto do Saara. Os fósseis de 512 hectares montanhosos na província de Yunnan, Chengjiang, na China; os parques de Sangha, em Camaraões, República Centro Africano, ecossistemas de florestas tropicais úmidas, com rica flora e fauna, lar de populações de elefantes da floresta, região de crocodilos do Nilo e do tigre Golias, um grande predador. E, por fim, o Wester Ghats, na Índia, cadeia montanhosa que representa um dos oito principais pontos de diversidade biológica mundial.
No Brasil, nossos bens culturais reconhecidos estão compostos por: Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980); Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982); Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983); Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985); Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985); Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987); Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997); Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999); Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001); Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010).
Já os bens naturais são: Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986); Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997); Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998); Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999); Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000); Pantanal Mato-grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000); Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001); e Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco (2001).

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