Turista da classe C aumenta taxa de ocupação dos resorts

[Por Jones Lang LaSalle, 23/11/2011]
Os resorts interrompem a queda livre que amargavam desde 2006. A retomada da curva ascendente ocorreu em 2010 e se mantém este ano, como mostra o Resort em Números Brasil 2011, relatório da empresa de consultoria hoteleira Lang LaSalle em parceria com a Resorts Brasil, que analisa o desempenho dos resorts no país. A entrada no mercado do novo contingente formado pelas classes C e B é o responsável pela virada”, diz Rubens Regis, presidente da Resorts Brasil. Segundo ele, este ano, para 25% dos hóspedes aquela era a primeira vez que estavam em um resort.
Ricardo Mader, diretor da Jones Lang LaSalle Hotels, entende que o documento recomenda um ajuste no perfil do setor. “Sugere o uso misto dos resorts, de eventos e de lazer também”, entende ele.
O exercício de 2010 apresentou uma pequena melhora de 5% na taxa de ocupação, com uma média de 46%. Já 2011 sinaliza uma continuidade do crescimento e segundo dados da Resorts Brasil, até o momento houve um crescimento de 10% na taxa de ocupação no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período de 2010. Com relação à segmentação da demanda, turismo segue sendo o principal, totalizando 53,4% da segmentação, considerando a soma de turistas individuais e operador.
Uma pesquisa elaborada pela Jones Lang LaSalle Hotels indicou que existem atualmente 78 projetos de novos resorts a serem construídos no Brasil, somando 19 mil unidades habitacionais. Entretanto, somente 14 deles estão em fase de construção, com um total de 3 mil apartamentos, distribuídos entre o litoral e o interior. Muitos projetos que estavam em desenvolvimento foram interrompidos na crise de 2008, quando muitos investidores, principalmente europeus, cancelaram ou postergaram seus investimentos no país.
Alguns projetos de grande porte que incluíam segundas residências foram adaptados para o mercado local ou transformados em destinos de primeira residência. Por outro lado, o cenário econômico favorável no Brasil, a descentralização da economia e o aumento da renda do brasileiro fizeram com que muitos turistas utilizassem os resorts pela primeira vez, sendo uma nova demanda a ser explorada.
Muitos resorts estão ampliando ou planejando a expansão de suas áreas de eventos, em alguns casos incluindo também o aumento no número de quartos, mais um sinal da força da demanda de eventos. A desaceleração do real em relação ao dólar em setembro de 2011, quando a taxa subiu de R$ 1,60 para uma média de R$ 1,80, cria um cenário mais favorável para os resorts em 2012. Se a taxa de câmbio se mantiver nesse patamar, a atratividade dos destinos internacionais diminuirá, incentivando as viagens dentro do país.
O banco de dados e informações obtidas da associação Resorts Brasil e do Guia Panrotas de Resorts e Hotéis de Lazer 2011. Para efeito desta pesquisa, consideramos como resorts os empreendimentos com mais de 80 apartamentos. Foram identificados os hotéis que são administrados por cadeias hoteleiras nacionais e internacionais e os separamos dos resorts administrados de forma independente.
Os resorts pertencentes a cadeias hoteleiras nacionais com menos de 600 quartos em seus sistemas foram considerados como independentes. O percentual de empreendimentos afiliados a cadeias hoteleiras corresponde à grande maioria dos empreendimentos, sendo 66,2% do total de apartamentos. “Do total de hóspedes dos resorts incluídos na pesquisa, 25% estavam lá pela primeira vez” Rubens Regis, Presidente da Resorts Brasil.

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