Turismo de Eventos propulsor da economia

Por Plenário 12/07/2011
Segundo o superintendente do Aracaju Convention & Bureau, um dos grandes diferenciais da capital sergipana é que a mesma se mostra real para o turista, já que ela é projetada para os seus moradores usufruírem
Um dos temas que os gestores públicos e a classe empresarial tem discutido com bastante frequência é o turismo de eventos, uma área de grande importância para o desenvolvimento turístico do estado e com um potencial ainda a ser explorado. De acordo com o superintendente executivo do Aracaju Convention & Bureau, Rui Carvalho, a captação de eventos é muito disputada, pois este tipo de turista é o que mais gasta. “Em eventos internacionais realizados no Brasil, por exemplo, o gasto médio diário do turista é de R$ 583,00. Deste total, 45% são destinados a hospedagem”, ressaltou.
O Brasil ocupa a nona posição no ranking internacional com a realização de 275 eventos no ano passado. Sergipe já figura neste ranking entre as 45 cidades brasileiras que mais sediam eventos desta natureza. O papel fundamental dos congressos e dos seminários para o desenvolvimento regional já é um fato. “Em 2008 tivemos apenas 12 eventos e agora em apenas quatro meses já realizamos 34”, relata Rui.
Segundo o superintendente do Aracaju Convention & Bureau, um dos grandes diferenciais da capital sergipana é que a mesma se mostra real para o turista, já que ela é projetada para os seus moradores usufruírem. “As outras cidades são de ‘fachadas’. Os turistas aqui não tem que passar por favelas ou cenários horríveis como em outras capitais ao se dirigirem do aeroporto para irem à rede hoteleira. Nós podemos, por exemplo, circular pelo centro da cidade que é bonita, limpa, bem arborizada, plana e muito organizada. Este diferencial competitivo, juntamente com a nossa excelente rede hoteleira, nós transforma num conjunto de fatores favoráveis para o turismo de eventos”.
De acordo com Rui, o turismo de eventos se apresenta como uma solução ideal para os destinos turísticos. Isso porque os promotores realizam seus eventos em época de baixa temporada, quando encontram facilidades em reunir um número significativo de participantes, ao mesmo tempo em que possuem vários locais dispostos a sediá-los. O valor injetado na economia do Estado, diz o superintendente, é de R$ 45 milhões, já que este tipo de turismo gasta de várias formas, a exemplo de transporte, alimentação e compras.
“Isso significa também 98 mil diárias de hotéis, fora custo organizacional do mesmo. Estes valores são apenas dos eventos trabalhados pelo governo estadual. Infelizmente ainda não temos dados de todo mercado de eventos de Aracaju, mas é claro que este mercado só tende a subir”, conclui Rui.

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