ABEOC Brasil: Muito além das quatro linhas: o verdadeiro legado de uma Copa do Mundo

Quando pensamos em uma Copa do Mundo, é natural que a imagem que venha à mente seja a de um estádio lotado, a bola rolando e milhões de torcedores acompanhando cada lance.

Mas, para quem vive a indústria de eventos, a Copa começa muito antes do apito inicial e termina muito depois da cerimônia de encerramento.

Ela é um dos maiores exemplos de como um evento pode transformar economias, movimentar cadeias produtivas, gerar empregos, impulsionar destinos turísticos, acelerar investimentos e conectar pessoas, empresas e países.

É justamente por isso que uma Copa do Mundo ultrapassa — e muito — as quatro linhas do campo.

A edição de 2026, realizada por Estados Unidos, Canadá e México, elevou essa capacidade de mobilização a um novo patamar. Pela primeira vez, o torneio reuniu 48 seleções, 104 partidas e 16 cidades-sede distribuídas por três países, exigindo uma operação logística e de produção sem precedentes.

 

Cada partida foi apenas a parte visível de uma engrenagem muito maior.

Por trás de cada jogo estavam meses de planejamento, montagem de estruturas temporárias, tecnologia, segurança, hospitalidade, transporte, comunicação, alimentação, cenografia, produção audiovisual, ativações de marcas, credenciamento, mobilidade urbana e atendimento ao público. Em outras palavras, uma gigantesca operação da indústria de eventos funcionando de maneira integrada.

Estudo desenvolvido pela FIFA e pela Organização Mundial do Comércio estimou que a competição poderia sustentar aproximadamente 824 mil empregos equivalentes em tempo integral em todo o mundo e acrescentar mais de US$ 40 bilhões ao Produto Interno Bruto global.

Mais do que números, esses resultados evidenciam a força de um setor que conecta dezenas de segmentos econômicos. Turismo, hotelaria, alimentação, transporte, tecnologia, audiovisual, comunicação, infraestrutura, segurança, serviços especializados e comércio passam a atuar como partes de uma mesma cadeia de valor.

Não por acaso, a dimensão da competição levou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a comparar sua realização ao equivalente a 104 Super Bowls em pouco mais de um mês. A comparação ajuda a compreender a complexidade da operação: são centenas de fornecedores, milhares de profissionais e milhões de pessoas interagindo em uma experiência cuidadosamente planejada.

É justamente nessa interseção entre esporte, turismo, negócios e entretenimento que a indústria de eventos demonstra sua relevância.

O evento esportivo é apenas o catalisador. O verdadeiro legado nasce da capacidade de mobilizar pessoas, estimular investimentos, fortalecer destinos, gerar inovação e deixar infraestrutura, conhecimento e oportunidades para muito além do encerramento da competição.

Para a ABEOC Brasil, essa é uma mensagem que merece atenção especial. Investir em eventos significa investir em desenvolvimento econômico, geração de empregos, fortalecimento do turismo, inovação e promoção dos destinos.

Essa reflexão ganha ainda mais importância porque o próximo grande capítulo dessa história será escrito em nosso país.

 

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