Presidente da ABEOC MT fala sobre a crise no setor de evento em entrevista

O presidente da AEBOC MT, Joelcirney Klimaschewsk falou da perda e dificuldades do setor de eventos na região.

 

Veja a matéria na íntegra:

 

Setor de eventos anuncia alerta vermelho devido à crise da Covid-19

 

Em 2020 o Brasil liderava mundialmente a perspectiva de movimentação no setor de eventos, no entanto, em um curto intervalo de tempo a crise causada pela pandemia de Covid-19, coronavírus, transformou o cenário radicalmente. Em Mato Grosso a situação também é de alerta e sem muitas respostas concretas do Estado, profissionais já começaram a ser privados de suas necessidades básicas.

O setor, que injeta cerca de 305 bilhões na economia brasileira e gera mais de 20 milhões de empregos diretos, padece com o engessamento de suas atividades e a falta de perspectiva de retorno à normalidade. Se as atividades continuarem paralisadas até maio, a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC Brasil) estima um déficit econômico de R$80 bilhões.

 

Joelcirney Klimaschewsk, representante seccional da ABEOC Brasil, explicou que o cenário em Mato Grosso é preocupante.

 

“Todos os nossos eventos do primeiro semestre estão adiados ou cancelados. Cerca de 30% dos eventos já estão cancelados, o que deixa 70% com datas pendentes, de forma que o segundo semestre será um semestre atípico para o mercado. Mesmo assim nós estamos apreensivos quanto ao tempo que vai durar a crise visto que mesmo que o mercado retome a sua atuação, o faturamento no nosso setor não é imediato” afirmou.

 

O representante também enfatizou que mesmo que a crise passe, ainda restará uma dúvida no ar em relação à Covid-19, o que fará o mercado demorar ainda mais para reagir. Joelcirney destacou também que a ABEOC Brasil Mato Grosso buscará junto ao governo do Estado uma análise para a diminuição de impostos até que o mercado reaja e um forte apoio na captação de eventos regionais e nacionais.

 

O presidente da Ordem dos Músicos do Brasil em Mato Grosso, Jhonny Everson, também declarou que o que se espera é uma resposta enérgica do governo, já que a situação é consequência de uma medida adotada pelo Estado.

 

“O que estamos pedindo é subsídio que é uma obrigação do Estado para suprir uma carência criada por uma medida necessária, mas tomada pelo próprio Estado. Não estamos criticando a medida tomada, mas esperamos respostas para as lacunas que foram criadas, medidas emergenciais para garantir no mínimo a subsistência do profissional envolvido com a área de eventos”, explicou.

 

Jhonny ressaltou que tem conversado com músicos e artistas em geral, os quais estão mantendo contato diário com o governo em busca de respostas, mas por enquanto a única garantia é a do auxílio de R$600 anunciado pelo Governo Federal para profissionais autônomos.

 

“Enquanto o governo não se posiciona, algumas associações têm tomado medidas pedindo doações de cestas básicas e de dinheiro para que possamos contribuir com os artistas que já estão em situação de necessidade básica. Infelizmente as respostas são rasas, estamos aguardando uma comunicação oficial de governo para saber qual melhor caminho seguir” finalizou.

 

Em contrapartida, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT) informou que a pasta tem se empenhado em elaborar uma proposta a ser apresentada junto ao governador Mauro Mendes (DEM) para melhor atender a classe cultural nesse momento.

 

Fonte: hnt Hiper Notícias

 

 

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