Ordem de serviço para ampliação do Centro de Convenções de Maceió é assinada

[Tribuna Hoje, 07/11/2017]
O Centro de Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, vai ganhar mais sete mil metros quadrados de área. A ordem de serviço para o início das obras dessa ampliação foi assinada na manhã desta terça-feira (7) no Salão de Despachos do Palácio República dos Palmares pelo governador Renan Filho (PMDB).
Também estiveram presentes à solenidade o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo Rafael Brito; o secretário de Estado da Infraestrutura de Estado da Infraestrutura Humberto Carvalho; e o ministro do Turismo Marx Beltrão.
As obras têm previsão de término para maio de 2019. O projeto, orçado em R$ 16,8 milhões, conta com um novo auditório com capacidade de mil lugares, três salas especiais e 226 vagas de estacionamento. Durante a execução da construção, o funcionamento do Centro de Convenções não deverá ser paralisado. Os recursos são do Ministério do Turismo.
O governador Renan Filho destacou a importância do Centro de Convenções e o peso que ele possui na promoção do turismo no estado, sobretudo o de negócios.
“Nosso Centro de Convenções promove o turismo no estado, realiza os maiores eventos de Alagoas nos últimos tempos. Em 2018 teremos eventos importantes como o encontro nacional de Oftalmologia, de Arquitetura e o da SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]. São coisas importantes para gerar emprego e atrais investidores para Alagoas. E quem vem para esse tipo de evento, volta depois com a família”, diz o governador.
O ministro do Turismo Marx Beltrão também destacou a importância do turismo de negócios, que terá, com a ampliação do Centro de Convenções, mais condições de gerar investimentos em Alagoas.
“O turismo de negócios está crescendo no país e no mundo. É um mercado muito competitivo que o Brasil, e nem Alagoas, pode ficar de fora. Alagoas, por toda sua importância para o turismo nacional, tem de entrar definitivamente no calendário de eventos do nosso país. Hoje, a cada dez turistas, três viajam a negócios. Com o Centro de convenções sendo ampliado, tenho certeza que a capital estará mais preparada para receber investimentos do turismo de negócios, convenções e eventos que vão implementar a economia e gerar empregos”, comenta Marx Beltrão.
Ele também destaca a construção de centros de convenções em Barra de São Miguel, Penedo, Arapiraca e Maragogi, cujas obras devem iniciar em breve.
“Alagoas estará 100% preparada para o turismo de negócios”, pontua o ministro do Turismo.
Já Rafael Brito, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Rafael Brito, destacou que o turismo de eventos – ou de negócios – atua com destaque também na baixa temporada, o que favorece aos hotéis, bares e restaurantes.
“O turista de eventos, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, gasta quatro vezes mais que o turista convencional. Ou seja, é importante aquecer o turismo deventos em Maceió porque ele atua na baixa temporada, ajudando nossa rede hoteleira e de bares e restaurantes”, comenta Rafael Brito.
PRIVATIZAÇÃO
O governador Renan Filho também comentou sobre a possibilidade de privatização do Centro de Cultural e de Exposições Ruth Cardoso. Segundo ele, é preciso deixar a administração do equipamento com que tenha mais capacidade de atrair negócios.
“Não é privatizar. Esse não é o termo. Nós temos de dar eficiência a todos os espaços públicos. Costumo conversar com o cidadão e digo o seguinte: veja bem, o aeroporto de Brasília era da Infraero e tinha baixíssimo fluxo porque a Infraero não tem muita capacidade de atrair voos e outros negócios. O mesmo vale com o Centro de Convenções do estado. O ideal é que alguém o promova, traga novos eventos e esteja sempre conectado com as novas tendências do mundo e do Brasil. O cidadão não quer saber quem é o proprietário das coisas, ele quer que as coisas funcionem”, afirma Renan Filho.
Contudo, o governador ressalta que nem tudo deve ir para a administração privada.
“Isso não quer dizer que em todas as áreas isso dá certo. A Casal [Companhia de Saneamento de Alagoas], por exemplo, vamos mantê-la estatal. Ela está indo bem e leva água para onde precisa. Mas no campo do esgotamento sanitário, tem que atrair capital privado. Se formos esperar por outros para fazer nosso esgotamento não conseguiremos recursos. Alagoas nunca conseguiu”, completa.
Renan Filho também pontua que quem administrar o Centro de Cultural e de Exposições Ruth Cardoso terá de construir outros no estado.
“Quem for administrar o Centro terá a responsabilidade de construir um novo em Maragogi, por exemplo. Ganha todo mundo”, destaca.