Governo: 67% das rodovias federais em boas condições

[Panrotas, 16/10/2017]
O governo federal criou uma forma de monitorar a situação de conservação das rodovias sob sua administração. Segundo o Indicador de Qualidade das Rodovias Federais (ICM), 67% da malha está em boas condições. Do restante, 20% está em situação regular, 7% em situação ruim e 5% em estado péssimo. O resultado é relativo ao quadro geral das rodovias no primeiro semestre de 2017.
Essa foi a primeira edição da pesquisa, realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A segunda está prevista para o início de 2018. A expectativa é que, a partir do ano que vem, as edições passem a ser produzidas trimestralmente.
O levantamento foi elaborado por uma equipe de 80 engenheiros, divididos em 35 equipes. Foram analisados os 52 mil quilômetros que compõem a malha viária federal. Não estão incluídas as estradas estaduais e as rodovias federais concedidas a outros entes públicos ou privados para exploração.
Os pesquisadores verificaram as condições do pavimento, identificando falhas como buracos, trincamentos, remendos, sinalização e roçada (altura da vegetação). As vias consideradas “boas” precisam apenas de manutenção rotineira. As “regulares” demandam conservação leve, enquanto as “ruins” e “péssimas” necessitam de ajustes pesados.
ESTADOS
Os estados com rodovias federais em melhores condições são Amapá (98% em bom estado), Bahia (82%), Roraima (82%), Distrito Federal (85%) e Piauí (83%). Em pior situação estão Acre (32%), São Paulo (43%), Mato Grosso do Sul (53%), Sergipe (56%) e Ceará (56%).
Essa diferença entre estados não significa desempenho dos governos estaduais, uma vez que a responsabilidade pela conservação dessas rodovias é do governo federal. O índice de todos os estados está disponível no site do DNIT. O órgão também disponibiliza um mapa georreferenciado para os motoristas que desejem saber a situação de alguma rodovia.
Rodrigo Portal informou que é preciso considerar nos dados por estado a diferença no número de quilômetros de rodovias em cada unidade da Federação.
“O Amapá está na frente, mas grande parte da malha deles não é pavimentada. São paulo tem pouco mais de 100 km e, se tiver um trecho, o ICM vai lá para baixo. Estados maiores, como Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apesar de estarem na frente, a extensão de trechos com problema é maior do que a de São Paulo”, concluiu.

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