Geração Z: como Turismo de eventos pode atrair os jovens?

[Panrotas, 25/08/2017]
 
Assim como os millennials (ou Geração Y) causaram, e continuam causando um rebuliço nas várias maneiras de se vender e fazer Turismo, seja no lazer, seja no corporativo, a chegada da etapa seguinte, chamada Geração Z, deve alterar ainda mais o modo como o mercado turístico interage com o público.
Não há uma definição clara para quem são eles: algumas fontes alegam que são todos nascidos entre 1990 e 2010; outros, apenas os que vieram a vida após 1995. O mais importante, porém, é que mais ainda que os Millennials, a geração Z é o grupo geracional mais influenciado pelo berço digital e, consequentemente, o mais engajado pela internet e interatividade, principalmente nas mídias e redes sociais.
Falando especificamente do mercado corporativo, a geração Z, a partir do momento em que de fato for introduzida no mercado, só conseguirá suportar reuniões se elas tiverem a interatividade que esteve presente em toda a sua vida, desde seu nascimento e infância influenciada por aparelhos eletrônicos, até os smartphones e notebooks.
Ao menos é isso que defende a presidente e organizadora de eventos da Red Velvet Events, Cindy Lo. “Se não for interativo, eles não vão ficar na reunião”, afirmou a executiva da empresa que tem sede em Austin, Texas. “Eles precisam ser entretidos, e sempre estarão procurando por momentos interativos, estilo Instagram”, argumentou para o site norte-americano Skift.
IMAGEM DA EMPRESA SERÁ CRUCIAL
Outro ponto que deve influenciar essa nova geração é a imagem que a empresa passa. Segundo Cindy, ao decidir se deve ou não participar de um evento, por exemplo, a primeira coisa que alguém da Geração Z faz é ir aos canais da empresa nas redes sociais, para ver quem eles são de fato. Então, eles olham a agenda da reunião para ver se há algo de valor ou interesse para eles.
“Eles tem interesse em ser autênticos, e é por isso que eles são tão obcecados pelo Youtube, por exemplo”, afirmou o produtor executivo da Coterie Spark, Aubri Nowowiejski, também para o Skift. “Eles querem se conectar com indivíduos reais. Não acreditam nos reality shows pois sabem que é falso, mas acreditam nos criadores de conteúdo individuais, como os do Youtube”, continuou.
Para Nowowiejski, organizadores de eventos que tem interesse em engajar a geração Z deveriam estar procurando exemplos, e até representantes, em youtubers e vloggers; ele alerta, porém, que isso pode nem sempre ser positivo.
“A medida que os youtubers ganham popularidade, eles começam a ganhar mais patrocínios, e isso pode acabar mudando a personalidade de seus canais. Sua audiência sabe dizer quando essa mudança é influenciada por dinheiro, e novamente, volta o sentimento de integridade e autenticidade dessa geração”, explicou o executivo da Coterie Spark ao site norte-americano.
Por fim, ele dá uma dica aos planejadores de eventos e reuniões que trabalham com a geração Z: de criar sempre algo genuíno. “Eles querem sempre estar conscientes de a que marca eles estão atrelando seus nomes, e o que eles realmente concordam”, finalizou Aubri Nowowiejski.
FOCAR NO MOBILE, NÃO MAIS EM PAPEL
Outro ponto levantado na matéria do Skift foi a influência de imagens nos jovens da geração Z, não mais texto; e mais ainda que isso, a necessidade de disponibilizar tudo via mobile.
“Os eventos podem fazer muito melhor do que fazem hoje”, afirmou Deep Patel, fundador da Owlmetrics, uma empresa que analisa o Instagram. “Hoje em dia, você precisa focar sempre no celular. Não sei nem dizer quantas vezes vou em eventos e eles estão entregando papéis e folhetos sobre o evento, e sendo realista, eu nunca vou ler eles. Provavelmente eles vão acabar no lixo, porque não trabalho com papel “, explicou Patel, se referindo também a toda geração Z.
Além disso, o fundador da Owlmetrics afirmou que os organizadores de eventos tem que pensar na imagem, e não apenas no conteúdo. “Se você quiser obter o máximo de benefício, o evento deve ser digno de ser postado no Instagram”, afirmou. “A geração Z é movida por imagens, não por textos”, finalizou Deep Patel.

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