Startups desenvolvem aplicativos para o mercado de eventos

[DCI, 17/07/2017]
O mercado de turismo, eventos e hospedagem tem um faturamento de R$ 700 bilhões ao ano, segundo levantamento do Fórum de Eventos. Pensando nisso, as startups mobLee e Outsmart Eventos começaram a desenvolver aplicativos específicos para esse segmento.
Segundo o gerente de marketing da catarinense mobLee, Douglas da Silva, a empresa surgiu em 2011 para explorar o mercado de aplicativos. Após a organizadora de feiras Reed Exhibitions Alcantara Machado solicitar um programa para um de seus eventos, a startup se reposicionou.
Atuando exclusivamente em tecnologia para eventos, a empresa começou com investimento próprio. Neste ano, recebeu um aporte de R$ 3 milhões da gestora de fundos de investimento BZPlan. A plataforma mobLee teve um crescimento de 121% no número de feiras que usaram o sistema em 2016. A startup já criou aplicativos para cerca de 600 eventos.
“Hoje o nosso produto consiste em uma plataforma que opera como um gerenciador de conteúdos. Nela os organizadores podem inserir as informações acerca dos seus eventos”, explica Silva. Só depois de solicitar o que deseja, a plataforma da mobLee cria aplicativos para Android e iOS.
Em relação ao tempo de produção, o gerente explica que a configuração do aplicativo pode ser realizada rapidamente. Porém, a empresa ainda depende da aprovação do Google e da Apple para o aplicativo ficar disponível para download. “Essa aprovação tem sido rápida, mas indicamos um período de duas semanas entre a inserção das informações e a finalização”, ressalta Silva.
A empresa, que atende desde pequenos eventos a feiras como a Bienal do Livro de São Paulo, não informa as expectativas de faturamento para 2017. A monetização ocorre de duas formas. Na primeira, o aplicativo é oferecido sob uma licença única, na segunda, ele é oferecido dentro de um modelo de assinatura anual.
 
Demanda por interação
Já a Outsmart Eventos, nascida de uma parceria entre R1 Audiovisual e a empresa de aplicativos Outsmart, tem uma proposta focada em agilidade. A startup paulista promete aplicativos básicos em 48 horas.
O gerente de crescimento da empresa, Rudah Galli, conta que havia uma demanda por aplicativos para interação. Para diminuir o prazo de entrega, a startup desenvolveu uma plataforma base. Os projetos são personalizados em cima desse sistema com as necessidades de cada cliente.
As empresas investiram cerca de R$ 100 mil para iniciar o projeto, que já atingiu o ponto de equilíbrio. Para monetizar, é cobrado o desenvolvimento do aplicativo, além de pacotes para empresas que realizam diversos eventos. Os projetos custam de R$ 4 mil a R$ 20 mil.
No mais básico, o cliente pode utilizar design customizável, integração com o Google Maps e programação. Já no modelo premium, além dessas funcionalidades, o número de downloads é ilimitado.
O produto foi lançado no final de abril e a empresa espera ultrapassar a meta de 100 projetos até o final do ano. Os aplicativos são direcionados para eventos de 50 a 3 mil participantes. “Estamos mais que dobrando mensalmente e projetamos um faturamento de R$ 500 mil para esse primeiro ano”, conclui.

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