Segundo especialista, profissional de eventos precisa ser mais valorizado

[Panrotas, 10/07/2017]
A relação entre agência, cliente e evento traz uma série de detalhes e particularidades. O que o cliente espera quando busca um parceiro de negócios? Qual a expectativa? Além de agilidade e transparência, ele espera inovação, parceria e uma relação madura e igualitária. A satisfação no final não é mais a única coisa que importa.
Quando há mais tempo para analisar as pessoas que a agência está atendendo, é possível obter um resultado melhor, afirmou o presidente da Ampro, Wilson Ferreira Júnior, durante o Lamec, realizado em são Paulo no último dia 6. “Queremos ajudar as empresas a terem soluções mais inteligentes. Se mudarmos a abordagem, conseguimos um produto significativo. ”
Ferreira Júnior também cravou que o profissional de eventos é alguém que merece mais consideração no dia a dia. Com a velocidade do mundo atual e a pressão que se vive, fica um pouco de lado a ideia de que, se quer alguém estratégico e inteligente, é necessário saber dar valor. “Eu sempre digo que um evento bem feito alavanca carreiras e um mal feito, pode acabar com elas. “
Para o diretor do Sheraton, João Nagy, as agências no Brasil estão extremamente emparedadas. “O País está atrasado neste setor. O cliente costuma pedir mais de dez orçamentos para realizar um acontecimento e isso acaba gastando recursos dos organizadores”. E isso é algo frustrante que, por consequência, afugenta os profissionais.
Do outro lado da relação, como cliente, o gestor de viagens e eventos da Roche, Rodrigo Cezar, enxerga que as funções estão nas cadeiras erradas e as pessoas ainda não identificaram isso. “Muitas vezes, quem toma as decisões na agência não é a pessoa com mais experiência”. Para ele, o novo profissional é quem tem grande horizonte, uma visão mais ampla e menos limitada. “Essa característica acaba agregando dentro das áreas”, disse.
Um grande problema que os três profissionais veem no setor é o fato de tudo ser para ontem e haver pouco tempo para se planejar. “Quando se mistura a causa com comunicação, consegue-se resultados belíssimos, mas vemos isso muito pouco no Brasil. Com essa falta de planejamento, acabamos tendo mais do mesmo”, finalizou o presidente da Ampro.