Corporativo cresce, mas ainda tem "oceano de oportunidades" no Brasil

[Por  Panrotas, 26/06/2017]
A indústria das viagens corporativas no Brasil tem amadurecido. Um processo longo e necessário que, no entanto, ainda não é capaz de deixar o mercado nacional próximo da realidade global. Esta foi a opinião de especialistas durante debate no GBTA Conference 2017, nesta segunda-feira, em São Paulo.
“Existe um oceano de oportunidades a serem exploradas em termos de viagens corporativas”, afirmou o gestor de viagens da Accenture, Ronaldo Linares, citando, por exemplo, uma carência em buscadores de tarifas. “Ainda existem coisas muito básicas que a gente não consegue prover de forma satisfatória. As TMCs, as companhias aéreas, operadoras de cartões de crédito e gestores estão muito distantes”, cita. “Se por um lado a gente conseguiu fazer algum progresso, ainda tem muita coisa que precisa ser feita no mercado corporativo e na experiência do usuário.”
Com uma ressalva, o diretor financeiro da Avipam, Humberto Machado, corroborou com a opinião do colega. “De fato existe um oceano de oportunidades, mas se olharmos os últimos dois ou três anos nós tivemos um crescimento muito grande em viagem, em qualidade, dando possibilidade de sermos mais ativos em determinados pontos. Nós temos visto esse progresso”, completou.
Para Linares, é necessária a adequação à realidade tecnológica do segmento – e, para isso, se utilizar das funcionalidades das on-line booking tools (OBT) é essencial. “Os últimos anos foram de um período de grande revolução no mercado de viagens corporativas. Ainda existe uma parcela do mercado que não aderiu a essa tecnologia das OBTs, mas hoje em dia isso é básico”, defende. “Passamos a ter contato com tecnologias que não tínhamos antes, entretanto o mercado brasileiro rateia muito em torno do tema OBT, da fragmentação de conteúdo, do setor aéreo e agora do hoteleiro.”
“A fragmentação é um desafio, é um problema seríssimo. Mas é justamente aí que está a oportunidade de investir em soluções, investir em tecnologias”, continuou o gestor de viagens da Accenture. “Parte da inércia do mercado brasileiro tem um pouco a ver com o momento econômico e político”, acrescentou. “Mas temos que sair da letargia, quem fizer isso vai sair na frente do mercado.”