12º Lacte aborda transparência nas negociações e relações comerciais na indústria de viagens

[Por Hôtelier News, 23/03/2017]
A 12ª edição do Lacte – Latin American Corporate Travel & Events Experience, que teve início ontem (22) e segue até amanhã (sexta-feira, 23), no hotel Grand Hyatt São Paulo, abordou em um dos seus painéis, a transparência nas negociações e relações comerciais.
O debate, mediado por Ana Luisa Masagão, da Royal Palm Hotels & Resorts, contou com a participação dos palestrantes: Ana Luisa do Prado, da Syngenta; Carolina Oricchio, da South African Airways; Liliana Moreira, da LTN Brasil; e Emanuel Albuquerque, da AccorHotels.
Ana Luisa Masagão iniciou o painel dando uma rápida explanação do tema. A executiva levantou durante a introdução, alguns dos temas que os convidados tentariam elucidar dentro do tempo disponível para a discussão. “No mercado atual é necessário entendermos os verdadeiros papéis de cada uma das peças envolvidas nas viagens corporativas e de incentivo. Onde entra o TMC? Onde entra o compliance? Onde e como o viajante se encaixa nisso tudo?”, pontuou.
A executiva trouxe à tona, tópicos como a falta de planejamento estratégico e de ferramentas adequadas; a importância da inovação, a comunicação confusa e pouco assertiva como problema e, segundo ela mesma, “o fato dos profissionais, em muitos casos,não se colocarem no lugar um dos outros a fim de compreender a cadeia assertiva”.
“A indústria tem que ser transparente. Não estamos nos posicionando contra ou a favor. Cada um tem o seu negócio e o direito de geri-lo como bem entende, com as ferramentas que julga serem as melhores para torná-lo lucrativo. A questão é: a relação tem de ser transparente, a negociação tem de ser transparente e o cliente não pode sair prejudicado”, explicou Ana Luisa ao encerrar a sua introdução.
Desintermediação
“Como os fornecedores pretendem atuar para equilibrar e fortalecer o canal de distribuição das TMC´s levando em conta que se deve ter a cadeia atuando e funcionando de forma produtiva e saudável?”
A esta colocação de Ana Luisa Masagão, Liliana Moreira da LTN Brasil, opinou: “Nosso foco principal nesse caso é o cliente. Temos que funcionar para o cliente. Se temos uma negociação com um gestor que está acostumado, que já conhece e sabe o que pretende levar para uma reunião com uma companhia aérea e se sente seguro para negociar, não vemos problema de realizar esse processo entre a áerea, o hotel e a empresa sem a presença de uma agência. Por outro lado, se lidamos com um gestor que lida com diversas áreas e não tem muito tempo, a presença de uma TMC que traga números relevantes que ajudem na decisão deste, também é positivo. O papel da TMC vai além, é importante que se saiba disso. A característica mais importante em ambos os casos, é a transparência”.
Durante o painel, que contou com a interação e intervenção da platéia para comentários e perguntas aos palestrantes, também foram abordados outros temas relevantes referentes á transparência, como a elaboração de relatórios, divulgação de custos, valores de comissão, vendas diretas, como gerir e equilibrar receitas, entre outros.