FeBHA divulga índices de OCC e DM da hotelaria de Salvador (BA) do último mês de 2016

[Por Hôtelier News , 10/01/2017]
A FeBHA (Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação) divulgou os índices de ocupação (OCC) e diária média (DM) registrados em dezembro passado de seus 26 hotéis associados. A taxa de OCC foi de 53,84% e a DM anotada em 2016 marcou R$ 209,70. Em comparação com o mesmo período de 2015, o índice de OCC apresentou uma queda de 0,55% e a DM registrou um crescimento de 2,7%.
Segundo Silvio Pessoa, presidente da FeBHA, o ano de 2016 foi o que registrou a pior taxa de ocupação dos últimos 30 anos. “Nossa diária média no ano de 2012 foi de R$ 195,42 e a do ano passado de R$ 214,88 ou seja, um aumento de 7,30% nos últimos cinco anos. Diária média estacionária com custos em espirais. Lembro que para atingir o nosso ponto de equilíbrio precisamos de 60% de ocupação em hotéis de médio porte,  e nos últimos quatro anos não conseguimos atingir este índice para poder liquidar nossos débitos”, explica Pessoa.
O comunicado da entidade lista pontos que causam a situação da hotelaria soteropolitana, confira baixo:
A)   Dotação orçamentária da Secretaria de Turismo da Bahia em 0,48% contra um PIB no negócio do turismo de 7,5% no estado (para o ano de 2017, somente 0,28%) e mesmo assim no ano de 2016  os investimentos programados não foram feitos; B)   Falta de promoção, marketing e campanhas de público final (esse ano nem campanha de verão tivemos) bem como desmantelamento da Bahiatursa, Setur e engessamento da mesma perdendo grande parte do seu conhecimento de capital humano;
C)   Falta de um Centro de Convenções, fazem dois anos que o Governador nos prometeu um novo Centro de Convenções e ainda estamos em fase de negociação, perdendo negócios para outros estados do Nordeste que vem anunciar em nossa própria terra sabendo de nossas mazelas;
D)   Obras infinitas em aeroporto nunca acabado;
E)   Falta de planejamento para participações em Feiras e de pessoal técnico;
F)    Não interação de órgãos estaduais de turismo e o trade;
G)   Perca de voos por falta de política da redução do ICMS na aviação;
H)   Perca de HUBS para outros estados.
“Esses são alguns exemplos que a grande maioria pode e deve complementar, o que não podemos é ficar calados vendo nossas empresas em processo de falência”, finaliza Pessoa.