Assunto delicado, zika vírus preocupa gestores corporativos

[Por  Panrotas, 02/09/2016]
As companhias estão acostumadas a comunicar seus viajantes sobre perigos nas viagens, do local mais comum e mais improvável àqueles totalmente dispensáveis.
Mas uma questão que vem ganhando cada vez mais atenção ultimamente é um pouco mais espinhosa: o vírus zika, que se espalha pela América Latina desde o ano passado, presente também no Caribe e com casos registrados na porção continental dos EUA, como Miami.
Ameaçador a mulheres grávidas e seus parceiros e principalmente a casais que esperam constituir família em breve, o zika pode levar a situações que extrapolam a impessoalidade do ambiente de trabalho. Afinal, nem todos pensam em informar seus chefes sobre o status de seus planos familiares.
“Isso atravessa a linha de coisas que você não tem de perguntar”, afirma a vice-presidente sênior da TMC BCD Travel, Kathy Bedell.
Apesar de o vírus não parecer atrapalhar as viagens a trabalho, especialistas em risco dizem que empregadores precisam levar o problema a sério – e ter certeza de que os empregados sabem que podem abrir mão de uma viagem a um local que é foco da ameaça sem consequências em suas funções. Pelo fato de a infecção poder causar má formação cerebral, o Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA recomenda que mulheres em fase de gestação evitem viajar a áreas onde o zika está presente, e que homens e mulheres que visitaram regiões afetadas esperem oito semanas antes de seguir planos de engravidar.
Recomenda-se que homens que apresentam o sintoma esperem seis meses.
“Em certos casos é preciso ter muito cuidado porque você está lidando com informações muito sensíveis que você pode ou não querer ter”, avalia o vice-presidente executivo da SOS Internacional, Tim Daniel. “Mas você espera ao menos ter condições de permitir que o viajante opte e faça a escolha certa.”
Diretora de comunicação da GBTA, Colleen Gallagher diz que, apesar de não influenciar as viagens a trabalho em números concretos, o zika já foi tratado pela associação em seminários por conta da relevância do assunto e da forma com que toma os noticiários – mas não necessariamente por conta de dúvidas em relação ao assunto.
“Dada a forma com que o zika aparece nas notícias, tivemos poucas dúvidas, e também não vimos muita gente mudando algum programa por conta disso”. Segundo ela, as políticas e programas de viagens corporativas já tendem a ter procedimentos em andamento para a questão sanitária.
 

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