Rio dá as boas-vindas ao mundo com show de ritmos, cores e muita alegria no Maracanã

[Por Revista Eventos, 07/08/2016]
Os Jogos Olímpicos Rio 2016 começaram nesta sexta-feira (5) com um inesquecível espetáculo no estádio do Maracanã. O Brasil mostrou sua cara mais alegre, com cores, ritmos, luzes e muita, muita alegria. Um time de músicos dos gêneros mais diversos, uma mensagem forte pela paz e pelo meio ambiente e uma pira hipnotizante deram as boas-vindas ao mundo, que estará reunido no Rio de Janeiro até o dia 21 de agosto.
Nossa história 
Índios, escravos e imigrantes europeus tomaram conta do enorme palco do Maracanã, deixando traços e aos poucos transformando a floresta num centro urbano.
Cerca de 70 dançarinos de Parintins fizeram uma coreografia com telas gigantes de elásticos que formavam ocas e cestas indígenas. Uma das joias da abertura foi uma estrutura que imitava uma cidade, com pequenos palcos para apresentações de diversas estrelas da noite.
Os sons do Brasil
Elza Soares, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Zeca Pagodinho… A música brasileira esteve bem representada no espetáculo, inclusive pela nova geração: Marcelo D2, Ludmilla, MC Soffia, Gang do Eletro… Daniel Jobim, instrumentista neto do maestro Tom Jobim, tocou ao piano “Garota de Ipanema”, embalando os passos de Gisele Bündchen. E Paulinho da Viola executou o hino nacional com emoção e delicadeza na medida certa.
Chegam os donos da festa
O espírito Olímpico ficou evidente na entrada das delegações. Todas, sem exceção, foram aplaudidas. A equipe dos Estados Unidos, a maior dos Jogos, foi uma das mais festejadas. Assim como os países sul-americanos, inclusive a vizinha Argentina, de tanta rivalidade no esporte. Também cativaram o público a alegre delegação da Jamaica, além de Japão, Itália, México e Portugal.
Mas o grande momento ficou para as últimas duas delegações. Primeiro, o Time Olímpico dos Refugiados (TOR), que emocionou a plateia. Os dez atletas, que tiveram que deixar seus países por motivos diversos, entraram no Maracanã saudados como heróis, sob a liderança de Rose Lokonyen, a porta-bandeira. Na sequência veio a delegação do Brasil, conduzida por Yane Marques. Os gritos, aplausos e lágrimas prosseguiram nas arquibancadas e entre os atletas.
A chama Olímpica 
A chama chegou ao estádio pelas mãos do ex-tenista Gustavo Kuerten, passou para a rainha do basquetebol, Hortência, e foi entregue ao maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, que acendeu uma pira Olímpica hipnotizante, coroada por uma obra do americano Anthony Howe. “Foi uma emoção muito grande, um momento único. É bem maior que uma medalha. Foi a primeira vez que participei da abertura. É especial não só para mim, mas para todos os esportistas brasileiros, principalmente os que vão nos representar. Estamos na torcida para que possam marcar um momento nos Jogos Olímpicos”, disse o maratonista, bronze em Atenas 2004.