Bahia quer que novo formato de evento "vire moda"

[Por  Panrotas, 19/08/2016]
A criatividade do povo baiano chegou ao setor de eventos para a indústria turística.
Em sua segunda edição, o Show Tour 2016 sustenta um modelo que, segundo o idealizador, Wilson Espagnol, também presidente da ABIH-BA Extremo Sul, pode servir de inspiração para outros encontros que acontecem ao redor do País. Isso porque o evento tem uma proposta muito clara: ser relevante para todos os públicos-alvos. Em meio a intensos debates sobre a real efetividade dos eventos para os profissionais, a aposta na descentralização do espaço físico de exposição mostra-se, no mínimo, interessante.
Espagnol explica: “o Show Tour acontece em vários espaços. Na área de exposição, temos este ano 32 empresas (representando 80 marcas) dedicadas a produtos e serviços para o setor hoteleiro; na sala de capacitação, reunimos lideranças políticas e especialistas no destino para ensinar aos profissionais quais as melhores formas de vender o produto baiano; nos resorts parceiros, agentes de viagens dos quatro cantos do Brasil vivenciam os produtos, realizam passeios e sentem a atmosfera de Porto Seguro na pele; as operadoras, que aproveitam o mesmo roteiro, participam ainda de uma rodada de negócios altamente qualitativa com os empreendimentos hoteleiros. Ou seja, reunimos os interesses de todas as pontas em um evento dinâmico, barato e que traz resultado”.
Em parceria com a Azul Viagens e a CVC, o Show Tour recebe ao todo cerca de 250 agentes de viagens. Já o segmento de operadoras é representado por 35 empresas. O evento espera ser responsável pela interação de cerca de 1,5 mil profissionais. No ano passado, os fornecedores para hotelaria venderam R$ 3 milhões durante o evento. A expectativa para este ano é que este número seja superado.
“O Extremo Sul da Bahia tem uma infinidade de hotéis e o perfil é composto por pequenos empresários, e que muitas vezes têm dificuldades de deslocamento para acompanhar uma Feira da Abav ou até mesmo a Equipotel. Com o Show Tour, esse empreendimento tem contato com fornecedores de renome internacional e consegue negociar melhores produtos. Antes do evento, este mesmo hoteleiro não conseguia ter mais qualidade porque só tinha acesso ao que era vendido na região. Hoje o cenário é outro”, revelou Wilson Espagnol.
BOM E BARATO
“Estamos falando de um evento muito profissional. Não temos grandes estandes, ‘oba-oba’, não vendemos espaços para empresas de Turismo (leia-se operadoras, consolidadoras, hotéis e outras empresas da cadeia) e somos contra a política de distribuição de folheto. Não tenho a intenção de provocar ninguém, mas não é disso que o mercado precisa. O segredo da nossa feira é que pensamos de forma inteligente e tomamos as decisões certas”, explicou o dirigente, completando que não ganha nada para realizar o evento (bem como presta serviços à ABIH de forma voluntária) e não tem a intenção de permitir que o encontro motive o “empreendedorismo” na associação, o que, na visão de Espagnol, distorce os objetivos da ABIH como associação.
“Se colocar na ponta do lápis, nós ainda colocamos dinheiro nesse evento. A nossa ideia não é ser bonitinho, e sim eficiente”, disparou ele, com bom humor. A expectativa da ABIH-BA é que o governo do Estado auxilie o encontro no próximo ano, melhorando a performance e ampliando a capacidade do projeto.
“Estamos na segunda edição de um sonho antigo. Esse é o evento da Bahia, realizado em um dos principais destinos do Estado e de uma forma que merece atenção. Não tenho dúvidas que esse modelo de evento vai virar moda. E eu acho isso ótimo. O Turismo precisa mesmo é de boas ideias”, finalizou Espagnol.