Vídeoconferências seguem em alta e ameaçam viagens

[Por  Panrotas,06/07/2016]
Ainda que não haja estudos que relacionem diretamente o crescimento da utilização de vídeoconferências por empresas com uma eventual queda na demanda por viagens corporativas, a premissa de que esta tecnologia reduz o impacto do segmento é aceitável – ainda mais quando o avanço das vídeoconferências é mostrado em números.
Considerado inimigo invisível do ramo, as vídeoconferências devem crescer a uma taxa média de 9% até 2020. Pelo menos é o que acredita a Transparency Market Research, empresa global de pesquisas. “Os fatores que levam ao crescimento das conferências digitais são a globalização dos negócios e o aumento dos custos das operações internacionais”.
Ainda segundo o estudo, em 2013, as empresas do mercado de conferências via internet geraram uma receita total de US$ 3,3 bilhões e deve atingir a casa dos US$ 6,4 bilhões em 2020.
Regionalmente, o mercado de conferência é mais acelerado na América Latina, de 32,2% de 2014 para 2015. Na América do Norte (Estados Unidos e Canadá), o avanço foi de 4,8% no período.
Solução que dinamiza a tomada de decisão de empresas e acelera a preparação de funcionários, as vídeoconferências incidem sobre custos nítidos. Um estudo feito pela empresa consultoria Edenred com empresas internacionais atribui um gasto médio de 116,5 mil euros pelas companhias ao ano com preparação de profissionais. Do montante, cerca de metade é reservado a viagens. Este custo, segundo o estudo, tem se mostrado estável nos últimos trimestres.