Rio-2016: 30 dias para início do maior evento mundial; qual o grande legado?

[Por Mercado e Eventos, 05/07/2016]
No marco de um mês para os Jogos Olímpicos Rio 2016, dirigentes e empresários analisam qual o principal legado para a indústria do Turismo. A data será comemorada nesta terça-feira  numa cerimônia com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, o presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman e o diretor-executivo do COI, Christophe Dubi. Eles participam da inauguração oficial da ‘Nave do Conhecimento e  Museu Cidade Olímpica’, um espaço interativo ao lado do Estádio Olímpico no Engenho de Dentro com conteúdo relacionado aos esportes olímpicos e à história do maior evento esportivo do planeta. Independente das cerimônias festivas, representantes do trade discutem o impacto na imagem do país para um evento desta magnitude, onde esportes e turismo são as grandes estrelas. Os desafios deste legado, as oportunidades e os investimentos estão entre os temas e questões.
OPORTUNIDADE – Na opinião de Edmar Bull, presidente da Abav Nacional os agentes de viagens que atuam no mercado receptivo terão a oportunidade de movimentar seus negócios num mês de baixa temporada e aumentar suas vendas. “Mas para isso eles precisam estar atentos e bem preparados”. O dirigente não tem dúvida de que o Rio de Janeiro será o principal beneficiado pelo legado da Olimpíada. “Isso pelos investimentos realizados em infraestrutura”. Ao mesmo tempo lamenta que o Governo não tenha realizado uma política de promoção eficaz junto aos principais destinos emissores. “Infelizmente faltou ao poder público esse trabalho de promoção que nos ajudaria muito na captação do turismo internacional. Mas agora não temos mais o que fazer. Resta esperar pelo sucesso do evento”.
LEGADO – Para o presidente da Bito, Salvador Saladino, o Brasil perdeu uma oportunidade única para se colocar na vitrine internacional. “Poderíamos ter tido um legado fantástico mas faltou sensibilidade e vontade política dos nossos governantes para trabalhar com competência um evento desta magnitude. Lembro que tínhamos no país os famosos airpass, que permitiam aos turistas visitarem diversos destinos com tarifas especiais. Cheguei a sugerir isso numa reunião do Conselho Nacional. Essa e outras medidas deixaram de ser adotadas. Faltou estratégia e promoção e, atualmente temos uma Embratur e um ministério do Turismo com presidentes interinos. Essa é a importãncia que o nosso setor tem, com o segundo menor orçamento entre os ministérios deste Governo.
BENEFÍCIOS – Nilo Sergio Felix, secretário de estado de Turismo e presidente do Conselho, enfatizou a importância de todos os setores da cadeia produtiva do turismo trabalharem em ações voltadas para o público dos Jogos Olímpicos.”Estamos às vésperas do evento mais importante do mundo em termos de número de visitantes e de visibilidade. É um momento especial para o turismo não só do Rio de Janeiro, como também do Brasil. O Governo do Estado e a Prefeitura estão unidos para que o grande número de turistas que receberemos, vejam o enorme potencial que nosso Estado tem no segmento do turismo”, afirmou Nilo Sergio Felix.
AÇÕES –  Antonio Pedro Figueira de Mello, secretário municipal de Turismo destacou as ações de walking tours; o acolhimento de motor homes;  o sistema de informações, não só dos postos já existentes, como também dos que serão instalados apenas para o evento”Estamos acostumados a realizar grandes eventos. O carnaval, por exemplo, é uma operação tão complexa quanto a Olimpíadas. O que diferencia um do outro é o tipo de público. Nosso trabalho está sendo imensamente abrangente. Vamos conseguir  atender todas as necessidades dos turistas”, disse Antonio Pedro.
HOTELARIA – Numa pesquisa  o Rio Convention & Visitors Bureau em parceria com a ForwardKeys divulgou um levantamento que também destacou a ocupação hoteleira. O estudo afirma que as reservas devem ficar 208% superior no período do mundial. A apuração mostra, ainda, que 63% dos visitantes estrangeiros com data de chegada prevista para antes da Olimpíada, ficarão, em média, 14 dias na capital fluminense. Para Alfredo Lopes, presidente do Rio CVB e da ABIH-RJ o grande legado fica para a cidade é inegável. ” A oferta está sendo acrescida em mais de 15 mil novos quartos a o que garante a ampliação da oferta de leitos da cidade para as Olimpíadas. Os ganhos em infraestrutura, promoção turística, renovação do parque hoteleiro e investimentos em treinamento no setor de serviços são legados incontestáveis”.