O Rio,o medo e o turismo

[Por Bayard Boiteux, Revista Eventos, 27/06/2016]
Hoje,vamos mais uma vez conversar sobre segurança e o Rio de Janeiro.Passamos por uma situação limite e não estamos conseguindo resolver sozinhos…
Sou um eterno apaixonado pelo Rio mas nunca senti tanto medo da violência que assola a Cidade Maravilhosa.Fiquei estarrecido com a médica assassinada,os policiais que morrem diariamente defendendo a cidade e sobretudo o descaso das autoridades com a segurança publica.
Os policiais estão sem receber e hoje fizeram uma manifestação no Rio,na chegada ,no Aeroporto Tom Jobim,informando que estão sem pagamento.É triste termos chegado a tal ponto,inclusive com helicópteros parados,falta de papel para boletim de ocorrência,falta de combustível nas viaturas e um caos geral,que mata inocentes diariamente.No entanto,nossa realidade não pode ficar escondida.
O governo parece não ter entendido até agora a gravidade dos fatos e nem sequer convocou as forças de segurança nacional,para ajudarem no patrulhamento ostensivo,em momento tão delicado.A cidade vive com medo.Ontem,num ônibus que liga Del Castilho a Cidade Olímpica,um grupo de homens fez da viagem momentos de terror:brincavam que iam assaltar os passageiros,que queriam iphones 6,urinaram dentro do ônibus e faziam tudo isso rindo e gritando. Não assaltaram,desceram no final da linha amarela mas passamos por momentos de terror,na brincadeira descabida no momento atual.
Estamos sem saber o que fazer. Ontem,dois jovens foram assaltados em plena rua da Assembleia,no centro,por volta de 17h30,por um grupo de dez pivetes,que se locomoviam pelas ruas,com pedaços de madeira.Trata-se de uma situação limite e somos compelidos a nos trancar em casa,sem saber como agir.
Não podemos continuar assim.As Olimpíadas se aproximam e não podem macular ainda mais a imagem do Rio.Vários “Travel advisories “foram emitidos nos últimos dias desaconselhando viagens para o Rio.O Rio pede socorro e sobretudo pede seriedade com as vidas humanas que aqui moram e as que aqui chegam para nos visitar.Pede respeito pelos que trabalham em condições nunca vistas na segurança mas que ainda continuam brigando por um Rio melhor.
O Rio está doente,muito doente e para melhorar um pouco,precisa de um grande encontro do setor produtivo,do trade turístico e das autoridades “em calamidade “,se desejar sobreviver.
Rio,cidade do medo e das belezas naturais grita por ajuda….