Bleisure – pode ou não pode?

[Por Viviânne Martins, Panrotas, 04/11/2015]
Fiquei ausente do meu blog este último mês porque depois de lançar o meu novo livro, escrito com Eduardo Murad – Viagens de Negócios, que Negócio é este?, tivemos o lançamento do CEVEC – Conselho executivo de viagens e eventos corporativos da Fecomercio SP, que chega ao mercado já com vários projetos realizados. Me dediquei bastante nos últimos 6 meses a estes projetos, que aconteceram no mês de Outubro.
Após esta maratona de eventos e de muito trabalho, fui mais uma vez cumprir a minha responsabilidade de conselheira, como faço várias vezes ao ano, e participar da reunião Europa deste conselho, ACTE (association of corporate travel executives), onde contribuo representando viagens corporativas, região LATAM e em seguida participei da convenção da mesma associação em Paris, que tem um educacional muito rico e de onde trazemos sempre novidades.
Isto quer dizer que estava em mais uma de minha viagens corporativas, portanto business travel. Ao final da semana de trabalho, resolvi exercitar esta nova tendência, que os americanos já consideram, a way of life!
Bleisure (uma combinação das palavras business e leisure, que significa a combinação de uma viagem de negócios(business) e lazer(leisure).
A pesquisa do Bridge Street Global Hospitality, denominada the bleisure report 2014, já dá sinais claros que esta é uma tendência que veio para ficar.
46% dos entrevistados já ficam alguns dias a mais em suas viagens de negócios
79% acreditam que esta combinação beneficiam o trabalho durante a viagem
55% dos viajantes já levam alguém da família em sua viagem de negócios
6 de 10 viajantes corporativos estão mais dispostos a fazer uma Bleisure hoje do que há 5 anos atrás.
Esta pesquisa ainda aponta que quando perguntado se a sua empresa tinha uma política para Bleisure, 14% disse sim, 27% respondeu não ter certeza e 59% disse que não.
A questão aqui, principalmente no Brasil, com a legislação trabalhista, de responsabilidade sobre o viajante, traz sempre a mesma questão; de quem é a responsabilidade sobre o viajante nesta viagem? Até que ponto? Da para segmentar e separar a viagem de negócios da viagem de lazer?
E sua empresa? Pode ou não pode?