Festival de Dança impulsionou turismo de Joinville

[Por Jornal de Turismo, 06/08/2015]
O evento, que aconteceu entre 22 de julho e 1o de de agosto, trouxe para a cidade 6,5 mil bailarinos, professores, artistas e profissionais da área, além de familiares que acompanhavam os dançarinos e apreciadores da arte.
Esse público deixou a cidade ainda mais bonita e, também, movimentou a cadeia turística de Joinville e região. “Embora seja essencialmente um evento cultural, o Festival de Dança é, certamente, um produto turístico que projeta a imagem de Joinville em nível internacional e que impulsiona a economia da região durante a sua realização”, afirma Raulino Esbiteskoski, presidente da Fundação Turística de Joinville.
Um dos setores mais impactados positivamente pelo Festival de Dança é o hoteleiro, que costuma registrar no mês de julho os maiores índices de ocupação e permanência durante o ano.
De acordo com o presidente do Viva Bem – Sindicato dos Hotéis, Restaurantes Bares e Similares de Joinville e região, o período prolongado do Festival de Dança e o grande número de pessoas envolvidas em sua realização, favorecem os hotéis.
“O cenário foi positivo. A maioria dos hotéis registrou cerca de 90% de lotação durante o Festival de Dança”, afirmou o presidente do Viva Bem, Raulino Schmitz.
Além dos hotéis, vários outros produtos e serviços da cidade são consumidos pelos visitantes do Festival de Dança. E embora a agenda de cursos, ensaios e oficinas seja disputada, os bailarinos, professores e outros profissionais sempre reservam um tempo para conhecer os atrativos de Joinville.
O Pórtico da Rua XV de Novembro – principal acesso da cidade – foi o cenário preferido dos bailarinos para fotos, vídeos e registros com os grupos. Diariamente, dezenas de artistas pararam no local para posar e pedir informações junto à Central de Atendimento ao Turista (CAT), instalada no portal.
Os museus também foram incluídos no roteiro dos visitantes. No Museu Nacional da Imigração e Colonização, o mês de julho foi o mais movimentado dos últimos cinco anos, recebendo mais de 5,3 mil pessoas, entre turistas estrangeiros e brasileiros vindos de Estados como Ceará, Paraíba, Amazonas, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Já no Museu de Sambaqui, o público do Festival de Dança compensou a redução do fluxo de visitas decorrente das férias escolares. Apenas entre os dias 22 de julho e 1o de agosto 599 pessoas estiveram no local, sendo que em um único dia, foram recebidas 99 pessoas, o que representa cerca de 70% a mais do que o atendimento diário habitual.
Ultrapassando os limites urbanos de Joinville, o turismo rural foi outro atrativo procurado pelos participantes do Festival de Dança. De acordo com Conceição Junkes, proprietária da agência de turismo receptivo Cia. do Turismo, diariamente, grupos que estavam na cidade participando do evento aproveitaram o tempo livre para conhecer locais como a Estrada Bonita e o roteiro dos campos de flores.
“Neste ano, nosso atendimento aumentou 50% em relação ao ano passado. Vários grupos que vieram a Joinville pela primeira vez fizeram city tours, passearam com o Barco Príncipe e foram conhecer outros lugares da região, como o Parque Beto Carrero e Balneário Camboriú”, conta Conceição.
Os sabores tradicionais de Joinville também foram sucesso. Pela primeira vez na Feira da Sapatilha, a loja de produtos coloniais e souvenires Joinville a-proter comemorou os resultados.
“As lembranças como bótons, imãs, canecas e chaveiros se destacaram nas vendas. Mas além de visitar o nosso estande na Feira da Sapatilha, muitas pessoas também foram conhecer a nossa loja no Centro Comercial da Expoville, onde se encantaram com produtos como a geleia de vinho e as rosas de açúcar”, conta o proprietário da loja, Renan Rodrigues.
Para 2016, a Fundação Turística de Joinville já planeja novas ações de promoção do turismo da cidade, durante a 34o edição do evento, que será realizada de de 20 a 30 de julho. Entre elas estão a intensificação do relacionamento com agentes de turismo e jornalistas especializados.