Eduardo Paes: Copa não foi sucesso, mas Rio 2016 será

[Por  Panrotas, 24/08/2015]
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou hoje, na Associação Comercial de São Paulo, que a Copa do Mundo de 2014 não foi um evento positivo e nem sequer bem sucedido para o País. Para ele, os Jogos Rio 2016 estão seguindo o caminho que eventos deste porte têm de apresentar. Ele aproveitou sua palestra sobre os jogos para comemorar o avanço das obras olímpicas sob responsabilidade de sua prefeitura. De acordo com a terceira edição da Matriz de Responsabilidades divulgada pela Autoridade Pública Olímpica, as obras sob responsabilidade da Prefeitura do Rio para os Jogos já atingiram 85% de execução.
“No Brasil há uma incompreensão do que significam esses grandes eventos, ou a razão de ser que eles levam. Muita gente atribui o sucesso da Copa do Mundo por ter sido um sucesso esportivo. Não foi. Não estamos falando de jogo de futebol. A Copa não foi um sucesso. Ela pode ter consolidados ativos importantes, como a hospitalidade e a alegria do brasileiro, mas são aspectos triviais, mas continuamos com a fama de fazer tudo em cima da hora, não entregar nada no prazo, além da supervalorização de obras”, avaliou Paes.
“Claro que mostrar nossa cultura, diversidade e alegria é interessante e que o esporte tem um protagonismo enorme nesses eventos, mas não é a faceta mais importante. O foco são as estratégias geopolíticas”, avaliou Paes.
INSPIRAÇÃO
“Em Barcelona, a União Europeia queria mostrar que o continente estava unido para transformar alguns países que passavam por crise. Em Seul, era a consolidação dos Tigres Asiáticos. Em Pequim, a abertura da economia chinesa para o mercado”, continuou. “Nosso esforço com a Olimpíada é reforçar nossas características positivas e mostrar que o País pode, sim, fazer bem feito, entregar no prazo, organizadamente.”
BAÍA DE GUANABARA
Eduardo Paes criticou o “alarde” quem tem sido feito em torno da questão da poluição da Baía de Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde serão disputadas uma série de competições como vela e triatlo, aproveitando para minimizar o incidente com um velejador sul-coreano, que se se queixou de diarreia após praticar o esporte na Baía.
“Essa é uma questão completamente superada e as provas poderão acontecer tranquilamente naquele local”, afirmou Paes. “Quase 500 atletas participaram da prova e só ele passou mal. O técnico preferiu culpar as águas da Baía”, concluiu.
TRÊS MANDAMENTOS
Segundo o prefeito, Rio 2016 nasceu com três mandamentos: ser os jogos do legado, os jogos da economia de dinheiro público e os jogos das obras no prazo sem elefante branco.
“Para cada um real gasto com a área esportiva, cinco estão sendo gastos com legado: transporte, infra-estrutura, etc. Além disso, dos R$ 38,67 bilhões que estão sendo gastos nos Jogos Rio 2016, 57% vêm do setor privado.”