Custos com viagens corporativas devem subir em 2016

[Por  Panrotas, 21/07/2015]
Uma pesquisa comandada pela GBTA Foundation, braço educacional da Global Business Travel Association, identificou que Índia, China, Colômbia, México, Cingapura e Austrália serão os destinos propulsores de um aumento de custos para viagens corporativas. Isso se dá pelo interesse crescente nas regiões, incentivando o mercado a valorizar os serviços.
O vice-presidente de Pesquisa da GBTA Foundation, Joseph Bates, explica que, em uma análise rasa, as perspectivas de preços de passagens aéreas, hotelaria, reuniões, eventos e serviços terrestres mostram-se “surpreendentemente estáveis em 2016”, mas basta uma pesquisa mais profunda para entender que o aumento da demanda para esses países conduzirá as elevações de tarifas em boa parte do mercado.
AÉREO
O ajuste de preços para as passagens aéreas não será algo significativo, devido à compensação nos custos com energia e aumento de capacidade das aeronaves.
Diante deste cenário, América Latina e Ásia-Pacífico devem observar aumentos 1,2% e 0,8%, respectivamente. Os chamados “pontos quentes” dessas regiões são Europa, Oriente Médio e África, que devem sofrer aumentos de cerca de 0,4%. A América do Norte segue na mesma linha, com encarecimento no aéreo de 0,5%. Apenas o Canadá deve sofrer queda nas tarifas (-5%).
No recorte regional, o grupo formado por Colômbia, México, Cingapura, China, Índia e Austrália observa aumentos de cerca de 3% no transporte aéreo.
Um dado curioso é o desempenho da Venezuela, que projeta aumento de 6,3% nos preços das passagens aéreas, reflexo da alta inflação, queda nos preços do petróleo e fixação da moeda local perante ao dólar.
HOTELARIA
O próximo ano deve ser de incremento nas tarifas de hotéis em praticamente todo o globo. Motivo: aumento de demanda nas principais regiões de negócios. Confira:
Ásia-Pacífico – 3% (liderado por Cingapura, Japão e Austrália);
Europa, Oriente Médio e África – 1,8% (Rússia terá aumento significativo, devido aos impactos da queda do preço do petróleo e das sanções em sua economia);
América Latina – 3,7% (devido à alta inflação em alguns países, especialmente Venezuela e Brasil);
América do Norte – 4,3% (impulsionado por cidades como Los Angeles, grande polo de negócios dos Estados Unidos).
TERRESTRE
As tarifas de aluguel de carros devem se manter estáveis, já que a demanda pelo serviço não observa aumentos importantes nos últimos anos. Este cenário impede grandes investimentos em frota, o que mantém as tarifas sem alterações ao redor do globo. Vale ressaltar, porém, a tendência de compartilhamento de veículos, que, no longo prazo, pode afetar os alugueis tradicionais, em especial de modelos sedan e com perfil executivo.
REUNIÕES E EVENTOS
São esperados aumentos modestos para este segmento, com exceção da Ásia-Pacífico, que deve encarecer os custos do setor em 5% – e em 11% o tamanho dos grupos -, motivado por forte demanda da China e Índia. América do Norte também deverá aumentar os custo, mas em 4,5% por participante e por dia, em especial por conta de alimentos e bebidas.